TERCA, 06/10/2026, 12:36

Operação desbarata esquema que usava veículos de prefeitura, no norte do Paraná, para desviar combustível

Investigação é da Divisão Estadual de Combate à Corrupção, da Polícia Civil de Londrina. Suspeitos falsificavam assinaturas de servidores e usavam maquinários em manutenção

Equipes da Polícia Civil cumpriram sete mandados de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira (6), com o objetivo de desbaratar um esquema que usava veículos da frota da Prefeitura de Rio Branco do Ivaí, no norte do Paraná, para o desvio de combustível.

A Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), da Polícia Civil, em Londrina, investiga suspeitas de peculato, falsidade ideológica e associação criminosa relacionadas ao fornecimento de combustíveis para o maquinário municipal.

Os mandados foram cumpridos em prédios públicos e postos de combustíveis de Rio Branco do Ivaí e Grandes Rios, outra cidade da região. Foram apreendidos documentos e celulares, que passarão por perícia para a continuidade das investigações.

A apuração indica que diversos veículos e maquinários considerados inoperantes continuaram a registrar cupons de abastecimento. Em alguns casos, o registro ocorreu mesmo com o veículo estando em manutenção ou fora da cidade.

De acordo com o delegado Bruno Delfino Sentone, responsável pelas investigações, foram identificados ainda registros de abastecimento para diversos veículos pesados em intervalos de poucos minutos, o que, conforme ele, evidencia a impossibilidade física de operação ou deslocamento das máquinas pelo mesmo condutor. Há a suspeita de o combustível, bancado com recursos públicos, ter sido utilizado para fins particulares. O tamanho do prejuízo causado aos cofres públicos pelo esquema ainda está sendo contabilizado.

A polícia também apura o uso de assinaturas falsificadas de motoristas e servidores municipais em cupons fiscais de abastecimento para conferir falsa aparência de legalidade às despesas públicas. São investigados agentes públicos e também empresários do município. Até o momento, ninguém foi preso.

Por Guilherme Batista

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