Vereador deixa Penitenciária Estadual de Londrina
Juiz afirma que não houve grave ameaça a testemunha da Operação ZR3 e decide soltar Rony Alves.
A decisão de soltar Rony Alves foi do juiz substituto Kenedy Mattos da 2 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. O Habeas Corpus saiu no início da tarde de sexta-feira e o vereador afastado deixou a PEL 1 pouco mais de três horas depois, por volta das 18h30. No total, foram 14 dias preso, incluindo o Natal e o Ano Novo. Alves deixou a Penitenciária Estadual de Londrina no carro do advogado e por orientação dele não falou com a imprensa.
Na decisão, o magistrado afirma que não houve grave ameaça de Alves a Júnior Zampar durante o encontro entre os dois em uma agência bancária da cidade. O juiz também cita o fato do pedido de prisão ter sido feito duas semanas após a suposta ameaça no banco. E conclui dizendo que Júnior Zampar, suposta vítima da ameaça, já foi ouvida em audiência de instrução e julgamento realizada em outubro desse ano e que por conta disso a tese de que teria criado obstáculos ao processo é inválida.
O advogado Maurício Carneiro, diz que Rony Alves não ameaçou ninguém e que o Habeas Corpus do TJ corrige uma grande injustiça.
Carneiro afirma ainda que há imagens do circuito interno do banco que não foram apresentadas pelo Ministério Público e que demonstrariam que não houve ameaça a Júnior Zampar. Segundo o advogado, foi Zampar quem abordou Rony Alves.
De acordo com agricultor, que denunciou o suposto esquema revelado pela Operação ZR3, o vereador afastado o teria ameaçado em uma agência bancária da cidade. As ameaças teriam sido comprovadas pelas câmeras de segurança do banco. A ZR3 investiga um suposto esquema de cobrança de propina para alterações no zoneamento da cidade.
Rony Alves tinha depoimento marcado no Gaeco, nesse caso da ameaça a Júnior Zampar, para o início da tarde de sexta-feira, mas o interrogatório foi cancelado. Segundo o promotor Leandro Antunes, porque a defesa teria adiantado que o vereador afastado ficaria em silêncio.
O inquérito que investiga a suposta ameaça deveria ser concluído até a próxima segunda-feira. Mas, segundo o promotor, com a liberação de Rony Alves o Ministério Público ganha mais tempo para realizar outras diligências e aprofundar as investigações.
Com a deflagração da Operação, os vereadores Rony Alves e Mário Takahashi, presidente da Câmara, foram afastados do Legislativo por 180 dias, em 24 de janeiro do ano passado. Em julho, a justiça decidiu prorrogar por mais seis meses esse prazo, e ele acaba agora em janeiro. O promotor afirma que não está descartado um novo pedido de prorrogação do afastamento dos dois vereadores da Câmara Municipal.