Vacinação e cuidados básicos ajudam a “derrubar” em 15% casos de síndromes respiratórias graves na região de Londrina.
Apesar disso, números ainda são altos e preocupam as autoridades. De acordo com o último boletim, desde o início do ano, quase 2 mil pessoas precisaram de atendimento na região em razão das doenças gripais e 32 delas morreram.
A onda das chamadas síndromes respiratórias continua sendo motivo de muita preocupação entre as autoridades da área da saúde. As temperaturas mais frias deram uma trégua da última semana para cá, mas o inverno continua. Em razão disso, os cuidados contra os vírus respiratórios precisam seguir redobrados. Em entrevista à CBN, a diretora da 17ª Regional de Saúde, Maria Lucia da Silva Lopes, disse que, desde o início do ano, 1.962 pessoas precisaram de atendimento na região em razão das doenças gripais com quadros mais graves. Nos momentos mais críticos, hospitais ficaram superlotados e providências tiveram que ser tomadas principalmente em Londrina, que é referência para o atendimento de moradores das cidades vizinhas. Consultas foram ampliadas e foi lançada a chamada UPA Digital.
O poder público também intensificou as orientações, junto à população, sobre a importância de se vacinar contra a influenza. Lucia reconheceu que o cenário foi e continua sendo preocupante, mas garantiu a situação poderia ter saído ainda mais do controle sem a imunização. Tanto é que, na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme ela, o número de casos sofreu redução de quase 15%.
O último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde também confirmou 32 mortes registradas na região de Londrina, desde o início do ano, em razão das síndromes respiratórias: onze por influenza A, sendo uma por H1N1; quatro por influenza B; três por Covid-19; e 14 por outros vírus respiratórios. Londrina concentra boa parte dos óbitos, mas há também, por exemplo, duas mortes por Covid registradas em Primeiro de Maio, três por outros vírus em Cambé e outras três por influenza A em Rolândia. A circulação simultânea de múltiplos agentes, de acordo com a diretora da 17ª Regional, também dificulta o trabalho das autoridades no controle de casos.
Por outro lado, Lucia citou que cuidados básicos também têm feito diferença no combate à proliferação das doenças gripais. Desde a pandemia, conforme ela, boa parte da população começou a adotar costumes simples assim que percebe que está ficando gripada. O uso de máscaras e a higiene em dia estão entre os principais deles.
A diretora da 17ª Regional de Saúde também destacou a importância da vacina, liberada no início deste ano, contra o chamado vírus sincicial respiratório, que costuma acometer recém-nascidos. As gestantes passaram a receber as doses e, segundo Lucia, garantir que os filhos nasçam ainda mais protegidos.