Unespar mantém aulas remotas até outubro após estragos causados pela chuva em Apucarana
Segundo professor da universidade, medida busca preservar o calendário acadêmico enquanto campus passa por reparos; alunos sem internet recebem atividades adaptadas
A Universidade Estadual do Paraná (Unespar) mantém as aulas de forma remota no campus de Apucarana após os estragos provocados pelas fortes chuvas. Em entrevista à reportagem da Rádio CBN Londrina, o professor Ricardo Desidério da Silva explicou que a decisão foi tomada para garantir a segurança de alunos e funcionários e evitar prejuízos ao calendário acadêmico. A previsão é que o ensino remoto continue até 10 de outubro.
Segundo o professor, as aulas estão sendo realizadas de forma sincronizada, com professores e alunos conectados pela internet. A universidade optou por não suspender o calendário para evitar impactos, principalmente nos cursos com estudantes próximos da formatura. Enquanto isso, o campus passa por reparos, incluindo a troca de telhas danificadas.
Um dos desafios é garantir que todos os alunos consigam acompanhar as atividades. Ricardo Desidério explicou que a universidade está fazendo um levantamento dos estudantes que não têm acesso adequado à internet ou a equipamentos. Para esses casos, estão sendo preparadas alternativas, como o envio de atividades para serem realizadas em casa e posteriormente entregues aos professores.
Os alunos que não conseguem acompanhar as aulas online também não devem ser prejudicados com faltas ou avaliações. De acordo com o professor, a orientação é que avaliações sejam prorrogadas até o retorno das atividades presenciais. A universidade também avalia formas de oferecer equipamentos e outros recursos para os estudantes que precisam de apoio.
Além das dificuldades estruturais, a Unespar também está preocupada com o impacto emocional causado pela situação. A instituição conta com psicóloga e assistência social, que estão envolvidas no acompanhamento dos estudantes e na preparação para o retorno ao campus.
Ricardo Desidério afirmou que os principais problemas provocados pela chuva foram registrados no sistema de energia elétrica, no acesso à internet, no telhado e em algumas áreas que foram atingidas por alagamentos. Os reparos são considerados urgentes, mas o andamento dos serviços também depende das condições do tempo.
O professor destacou que a decisão de manter as aulas remotas foi tomada principalmente por segurança. Segundo ele, a preocupação não está apenas com as condições dentro da universidade, mas também com o deslocamento dos estudantes até o campus.
A universidade trabalha para concluir os reparos e preparar a estrutura para o retorno presencial. Segundo o professor, a intenção é garantir que, além da segurança de alunos e funcionários, o processo de aprendizagem seja mantido mesmo diante dos impactos provocados pelas chuvas.