STF manda Polícia Federal investigar ataques a loja de artigos religiosos, em Londrina
Cidade foi citada em lista divulgada pelo ministro Flávio Dino com casos de ataques a imagens religiosas registrados em sete estados brasileiros
Os ataques registrados na loja de artigos religiosos que fica ao lado do Catedral, no centro de Londrina, estão na lista das ocorrências que, a pedido do ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deverão ser investigadas pela Polícia Federal (PF).
A loja de Londrina sofreu três ataques num intervalo de poucos meses. O último deles aconteceu na madrugada do dia 1º de setembro. Imagens de câmera de segurança mostraram o momento em que um homem passou pelo local e danificou peças de Nossa Senhora de Lourdes, Santa Luzia, São Miguel Arcanjo e do recém-canonizado Carlos Acutis. As imagens estavam expostas na fachada do estabelecimento, que estava fechado no momento do ataque. O suspeito foi preso pela Polícia Militar (PM) no mesmo dia em que cometeu o crime.
Além dos ataques na loja de Londrina, o ministro do STF pediu que a PF investigue ocorrências registradas em outros sete estados brasileiros. Dino citou, por exemplo, o ato de vandalismo registrado na Paróquia de Salvador (BA); a destruição de imagens sacras na Catedral de São Pedro, no Rio Grande do Norte; e o ataque a machadadas contra uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em uma capela no Mato Grosso.
Dino pede que a PF investigue e a Procuradoria-Geral da República (PGR) verifique a necessidade de abertura de um processo para apurar o que foi definido por ela como uma "onda de ataques a imagens religiosas" no país.
O pedido vem na esteira de uma outra decisão, do mesmo ministro, que mandou suspender, no STF, uma decisão do ministro André Mendonça, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que mandava retirar, das redes sociais, posts que associavam o candidato a presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL), à suposta ideia de retirar, de Nossa Senhora Aparecida, o título de Padroeira do Brasil.