Temporal deixa rastro de destruição e famílias desalojadas, sem água nem luz em Apucarana
Prefeitura estima que cerca de mil famílias foram atingidas pelo vendaval. As rajadas de vento chegaram a 125 km/h, e o granizo acumulado no chão chegou a 20 centímetros de altura
Apucarana amanheceu nesta terça-feira (22) contabilizando os estragos provocados pelo forte temporal que atingiu a cidade na noite de segunda-feira (21). Em cerca de 15 minutos, entre 19h e 19h15, ventos de até 125 km/h, granizo e chuva intensa derrubaram árvores, destelharam casas, atingiram comércios e prédios públicos e deixaram grande parte do município sem energia elétrica.
O prefeito Rodolfo Mota descreveu a noite como uma das mais severas já enfrentadas pela cidade. Segundo ele, moradores precisaram se esconder dentro de casa enquanto árvores, telhas e outros objetos eram lançados pelo vento.
Na região do Contorno Sul e do distrito de Vila Reis, eucaliptos de grande porte foram arrancados. A Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes teve parte do telhado destruído e ficou alagada. O CMEI do jardim João Paulo perdeu completamente a cobertura, que foi levada pelo vento.
A prefeitura distribuiu lonas durante a noite e madrugada e estima ter atendido aproximadamente mil famílias. Muitas deixaram as próprias casas e passaram a noite na residência de parentes. Segundo o prefeito, houve relatos de moradores que perderam praticamente todos os pertences.
Além dos danos materiais, a falta de energia se tornou um dos principais problemas. Entre 70% e 80% da cidade estava sem eletricidade durante a manhã, dificultando o trabalho das equipes de emergência. De acordo com a Copel, na manhã desta terça-feira (22), mais de 43 mil residências ainda permanecem sem energia elétrica.
A interrupção também afetou o sistema de abastecimento. Segundo Mota, a captação, o tratamento e o bombeamento de água foram paralisados ainda durante o temporal. A previsão é de desabastecimento nos próximos dias, sem prazo para normalização.
Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e servidores da prefeitura seguem trabalhando no levantamento dos prejuízos e na retirada de árvores e destroços. O município ainda não tem uma estimativa financeira dos danos, mas o prefeito afirma que serão necessários milhões de reais para a reconstrução. Até o momento, não houve registro de mortes ou feridos graves.