Vigilância encontra 44 focos de dengue em mais de 4 mil imóveis vistoriados em Londrina
Força-tarefa concentrou as ações na região central após aumento de notificações entre pessoas que trabalham no local; equipes ainda têm cerca de 1,2 mil imóveis pendentes de vistoria
A Vigilância Ambiental de Londrina encontrou 44 focos do mosquito Aedes aegypti durante uma força-tarefa realizada na região central da cidade. Segundo o gerente da Vigilância Ambiental, Nino Ribas, os criadouros foram identificados em 4.079 imóveis vistoriados pelas equipes, o que representa cerca de 1,08% das propriedades visitadas.
Em entrevista à reportagem da Rádio CBN Londrina, Nino explicou que a ação foi intensificada depois que a Vigilância percebeu que uma parcela significativa das notificações de suspeita de dengue envolvia pessoas que trabalham na região central, mas moram em diferentes bairros da cidade. Atualmente, Londrina registra uma média de 20 a 25 notificações de dengue por dia, número considerado baixo pela Vigilância, mas que motivou a adoção de medidas preventivas.
A força-tarefa começou no dia 14 de setembro, com aproximadamente 50 agentes. Até o momento, 4.079 imóveis foram vistoriados e 44 apresentaram criadouros do mosquito. Nino afirma que o resultado não é considerado alarmante, mas serve como alerta para a necessidade de manter o trabalho de prevenção, mesmo fora do período de maior proliferação do Aedes aegypti. Segundo ele, a redução da quantidade de mosquitos ajuda diretamente a diminuir o risco de transmissão da doença.
Ainda há cerca de 1.200 imóveis que não puderam ser vistoriados porque estavam fechados. Para monitorar essas áreas, a Vigilância Ambiental também utiliza drones em locais onde o equipamento pode ser empregado. Os moradores que não estavam em casa no momento da visita dos agentes podem solicitar uma nova vistoria pelo telefone 0800 400 1893.
De acordo com Nino, os 44 focos encontrados estavam, em muitos casos, em locais que costumam passar despercebidos pelos moradores, como ralos, ocos de árvores e compartimentos de descongelamento de geladeiras. Por isso, ele reforça a importância de permitir a entrada dos agentes, que são capacitados para identificar possíveis criadouros e orientar os moradores.
O gerente também alerta que o mosquito costuma permanecer próximo ao local onde nasce. Por isso, a existência de um criadouro dentro de uma residência representa risco principalmente para os próprios moradores e para as pessoas que vivem nas proximidades. A orientação é eliminar qualquer recipiente ou local que possa acumular água e receber os agentes da Vigilância Ambiental durante as vistorias.