Quantidade de roubos sobe 21% em Londrina, mas comerciantes afirmam que o aumento é muito maior
Acil e demais entidades de classe cobram ações em curto prazo e propõem um gabinete conjunto de segurança pública na cidade. Já o delegado geral da Polícia Civil reconhece a onda de violência e promete operação conjunta para coibir os casos.
Dados da secretaria de Segurança Pública do Paraná afirmam que, nos três primeiros meses deste ano, foram 1.401 casos de roubos consumados na área de segurança de Londrina, que também abrange outros quatro municípios vizinhos. O número representa um aumento de 21% em comparação com o mesmo período de 2015. Além dos moradores, comerciantes também estão assustados e tentam se mobilizar para cobrar as autoridades da segurança pública. De acordo com o vice-presidente da Acil, Fernando de Moraes, as estatísticas não conseguem refletir a real explosão na quantia de assaltos ao varejo local.
Os números da pasta de Segurança Pública estão atualizados somente até o primeiro trimestre. Presente em Londrina nessa quarta-feira (21) para uma solenidade da Polícia Civil, o delegado geral da corporação, Julio Cezar dos Reis, reconheceu que a quantidade de crimes contra o patrimônio subiu, mas alegou que esta é uma realidade nacional. Ele ainda prometeu trazer para o interior uma operação conjunta, chamada de “Impacto”, que já foi aplicada em Curitiba.
O vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina apontou ainda que muitas vítimas têm deixado de registrar queixa porque veem bandidos serem liberados pouco tempo depois de detidos.
Esses criminosos que saem da prisão costumam receber tornozeleiras eletrônicas. O juiz responsável por determinar essa medida, Katsujo Nakadomari, da Vara de Execuções Penais, argumentou que é baixo o índice de reincidência de quem é monitorado por esses aparelhos. Além disso, conforme o magistrado, só recebem o benefício aqueles que têm garantia de que conseguirão trabalho.
Prisões em flagrante feitas em Londrina são encaminhadas às audiências de custódia. O modelo está em vigor há um ano e, segundo Nakadomari, é positivo. O juiz calculou que, da média de 110 presos todo mês, 60 seguem detidos e 50 recebem tornozeleiras eletrônicas.
Porém, o membro da Acil pede a integração das forças de segurança pública do município em um gabinete que coordene ações conjuntas para o setor. Além disso, de acordo com Fernando de Moraes, são necessárias ações imediatas para coibir a onda de violência.
Ainda conforme Moraes, entidades como a Acil, o Sincoval e a Sociedade Rural do Paraná fazem reunião nesta quinta-feira (22) para detalhar como irão atuar em relação ao tema.