Para tentar fugir da crise, indústria de Londrina se adapta, faz alguns investimentos e vai produzir mais de 1,5 milhão de máscaras de proteção
Empresário confessa que mudança acabou sendo única alternativa para não parar totalmente a produção durante a pandemia.
A produção das máscaras na indústria londrinense começou na semana passada. Até sábado, já tinham sido feitas mais de 250 mil peças. A NKF Confecções, que tem cerca de 400 colaboradores e fica na zona norte, recebeu duas toneladas do chamado Tecido Não Tecido, o TNT, a preço de custo da Federação das Indústrias e com esse material vai conseguir fabricar mais de 300 mil máscaras de proteção.
O empresário, Guilherme Hakme, dono da NKF, conta que, além do material recebido da FIEP, a própria empresa também investiu na compra de matéria prima e deve produzir mais de 1,2 milhão de peças.
O empresário diz ainda que também precisou investir em um novo equipamento e fazer algumas adaptações na linha de produção. Mas, confessa que a mudança acabou sendo uma alternativa para não parar totalmente a fábrica durante a pandemia.
A empresa também está fabricando as máscaras cirúrgicas, específicas para os profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate da pandemia em todo o país. O empresário diz que as peças já começaram a ser entregues.
Além de Londrina, a Federação das Indústrias entregou ainda, a preço de custo, outras 22 toneladas do TNT a empresas de Apucarana, Maringá, Cianorte, Francisco Beltrão, Cascavel e Curitiba. Um investimento de R$ 650 mil.
No total, de acordo com a FIEP, são 150 indústrias e 10 mil trabalhadores envolvidos no processo de fabricação das máscaras.