Museu Histórico de Londrina será reaberto ao público no dia 28 de maio
Após reforma de R$ 1,8 milhão, antiga estação ferroviária ganha rede elétrica moderna, climatização e melhorias estruturais para preservar o maior acervo do Paraná
Um dos principais marcos da memória paranaense já tem data para retomar suas atividades plenas. O Museu Histórico de Londrina será oficialmente entregue à comunidade no dia 28 de maio, uma quinta-feira, às 19h. De acordo com a diretora da instituição, Edméia Ribeiro, o espaço, que ocupa o icônico prédio da antiga estação ferroviária, estava fechado para visitação pública desde setembro de 2024, período em que passou por uma revitalização profunda focada em segurança, conforto e modernização técnica.
A principal intervenção da obra concentrou-se na reconstrução total da infraestrutura elétrica. Como o edifício teve sua construção iniciada em 1945 e foi inaugurado em 1950, a rede original não suportava as demandas contemporâneas de um museu. Segundo a diretora da instituição, foi necessário realizar um trabalho minucioso de quebra de paredes para substituir fiações e sistemas obsoletos. Agora, a nova rede está preparada para alimentar equipamentos de alta potência, sistemas de som para eventos culturais e, crucialmente, o sistema de climatização, que antes era inviável devido às limitações elétricas.
Além da parte elétrica, o museu recebeu melhorias na infraestrutura hidráulica, com destaque para a renovação do encanamento que atende ao sistema de combate a incêndios do Corpo de Bombeiros. O investimento total somou R$ 1,8 milhão, viabilizado pelo Governo do Estado por meio do Fundo Paraná e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Entre os espaços renovados que aguardam o público está a Sala dos Pioneiros, no piso superior, que está recebendo os últimos ajustes decorativos antes da cerimônia de abertura.
Mesmo com as portas fechadas ao grande público durante a reforma, o museu manteve o atendimento interno para pesquisadores e estudiosos, garantindo que o acesso ao conhecimento não fosse totalmente interrompido. A reabertura é celebrada como um passo vital para a preservação regional, já que o museu abriga o maior acervo documental do Paraná. São mais de 1,3 milhão de itens, incluindo fotografias e objetos que registram desde a formação do município até o auge do ciclo cafeeiro, consolidando o prédio não apenas como um monumento arquitetônico, mas como o guardião da identidade do norte do estado.