Médico é denunciado por morte de idosa que ficou sem atendimento em Miraselva
Ministério Público afirma que profissional não estava no hospital durante o plantão; demora de mais de uma hora teria agravado quadro respiratório da paciente
O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Promotoria de Justiça de Porecatu, denunciou um médico de 48 anos pelo homicídio culposo quando não há intenção de matar de Ivete Pereira da Silva Alexandre, de 68 anos. O caso ocorreu em dezembro de 2024, no Hospital Municipal João Juliani, em Miraselva.
Segundo a denúncia apresentada pela promotora Sílvia Luíza Pereira, a idosa deu entrada na unidade com grave insuficiência respiratória, mas o médico, que deveria estar de plantão no local, chegou apenas uma hora depois.
A investigação da Polícia Civil, reforçada por imagens de câmeras de segurança e por uma sindicância do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), apontou que a ausência do profissional no posto de trabalho foi determinante para o desfecho trágico.
A promotora Sílvia Luíza Pereira destacou que a falta de suporte médico imediato fez com que o estado de saúde da paciente se agravasse de forma irreversível. Ivete sofria de lúpus e esclerose sistêmica, vindo a falecer menos de duas horas após dar entrada no hospital.
A denúncia marca o início do processo criminal na Justiça. Agora, o Ministério Público trabalhará na fase de coleta de provas e depoimentos de testemunhas para confirmar a negligência.
Paralelamente à esfera criminal, o CRM também instaurou um procedimento ético-disciplinar para avaliar a conduta do médico. A família da vítima, que registrou o boletim de ocorrência logo após o episódio, aguarda o andamento da ação judicial.