QUARTA, 08/04/2026, 12:26

Prefeitura terá projeto de R$ 9 milhões para distribuição de canabidiol a crianças com autismo

Proposta, que será encaminhada à Câmara de Vereadores, tem como base protocolo técnico elaborado por especialistas levando em conta experiências bem-sucedidas e estudos científicos sobre o tema

A prefeitura quer regulamentar o acesso de pacientes com autismo ao medicamento canabidiol isolado em Londrina. Para isso, o município vai precisar criar um projeto de lei que será encaminhado para apreciação na Câmara de Vereadores. A proposta tem como base um protocolo técnico elaborado por especialistas levando em conta experiências bem-sucedidas e estudos científicos sobre o tema.

O estudo deixa claro que a medicação não tem princípio psicoativo, e é validada tanto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como pelo Comitê Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS. O protocolo também valida a melhoria da qualidade de vida de pacientes que sofrem com quadros de agressividade, irritabilidade e hiperatividade intensas associadas ao autismo.

A neuropediatra Ana Gobbi, uma das responsáveis pela elaboração do protocolo, disse que Londrina pode se tornar referência nacional na distribuição de canabidiol a crianças com autismo caso o projeto seja aprovado.

O protocolo prevê indicação do canabidiol a 350 pacientes, em sua maioria crianças com autismo atendidas pela rede municipal de saúde. Em cinco anos, esse número subiria para 1750 pacientes atendidos. O medicamento será distribuído de forma gratuita pelo município, a um custo anual projetado em R$ 9 milhões. Questionada se acredita que o projeto sofrerá resistência na Câmara, a neuropediatra, que é assessora da Secretaria de Saúde, disse acreditar que o preconceito sobre o tema já tenha sido superado.

Por Guilherme Batista

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