Londrina encerra era das carroças e endurece fiscalização contra descarte irregular
Com fim do prazo de transição, Prefeitura pagará indenizações de até R$ 10 mil para trabalhadores e prevê multas pesadas para quem contratar frete clandestino
O Parque Arthur Thomas foi palco, nesta quarta-feira (8), da entrega das últimas 51 carroças que ainda circulavam em Londrina, marcando o fim definitivo desse modelo de transporte na cidade.
A prefeitura confirmou que a partir de agora a tolerância é zero para o uso de tração animal, cumprindo o que já estava previsto no Código de Posturas desde 2011. Os trabalhadores que entregaram os equipamentos receberão um pacote de auxílio financeiro para mudar de profissão, que inclui R$ 1.000 por carroça entregue, seis parcelas de um salário mínimo e um auxílio extra de R$ 10 mil para a abertura de novos negócios ou transição de carreira, com apoio da Secretaria do Emprego e Renda.
Com a proibição total, a prefeitura alerta que a fiscalização será rigorosa e unificada. Equipes da CMTU, da Secretaria de Obras e da Secretaria do Ambiente (SEMA) atuarão em conjunto, com o apoio estratégico da Guarda Municipal e do Instituto Água e Terra (IAT).
Quem for flagrado utilizando carroças ou, principalmente, quem contratar esses serviços para o descarte de entulhos será responsabilizado. As punições são baseadas na Lei de Crimes Ambientais, com multas que podem variar drasticamente entre R$ 50 e R$ 50 milhões, dependendo da gravidade da infração.
Para quem costumava utilizar o serviço dos carroceiros para limpezas e pequenos fretes, a orientação da prefeitura é buscar apenas transportadores de resíduos devidamente licenciados. A lista de empresas habilitadas pode ser consultada no site da SEMA. Além disso, o município planeja ampliar os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), com 24 novos locais já mapeados para facilitar o descarte correto pela população.
Quanto ao destino das carroças recolhidas, a prefeitura informou que o material terá um fim sustentável. A madeira será reciclada e a parte metálica será destinada pela CMTU como sucata. No entanto, para preservar a memória histórica da cidade e homenagear a importância desses profissionais ao longo das décadas, algumas unidades serão mantidas em exposição permanente no Parque Arthur Thomas e possivelmente na Sociedade Rural, servindo como registro de um período que agora faz parte do passado de Londrina.