QUINTA, 25/07/2019, 18:34

Londrisul é a única empresa interessada na licitação do transporte coletivo de Londrina

O certame foi interrompido na tarde de ontem é retomado nessa manhã.

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização - CMTU recebeu ontem pela manhã a proposta da única empresa interessada em assumir o transporte coletivo de Londrina.

A Londrisul, que atualmente já opera algumas linhas na cidade apresentou a proposta que está sendo analisada pela equipe da CMTU.

O edital prevê que o serviço seja feito em dois lotes. Um maior e um menor. Para que não haja um monopólio, uma empresa não pode assumir os dois lotes (66% e 34%). Sendo assim, o processo de licitação não termina hoje, como previu a companhia.

Na primeira etapa a empresa passou pelo processo para uma área menor de prestação de serviços. Na etapa para assumir o processo de maior de prestação de serviços a Londrisul foi desclassificada.

O novo contrato vale por 15 anos e tem o valor de R$ 2,34 bilhões.

O preço máximo estimulado em edital para tarifa de ônibus em Londrina é de R$ 4,25.

De acordo com o presidente da CMTU, Marcelo Cortez, a empresa tem que atuar apenas em um lote. O outro lote que não teve empresa interessada ainda poderá ter uma contratada que apresentar interesse ou então será republicado.

Já em relação a possibilidade de contratação, sem impugnação de contratos as regras de transição ocorrem da mesma para as empresas assumirem a prestação de serviços, mesmo sendo uma ou outra que já executam o serviço na cidade.

O certame deveria seguir ao longo da tarde de quinta-feira, mas foi interrompido para avaliação das demandas, de acordo com a CMTU, e é retomado nesta manhã.

A Transportes Coletivos Grande Londrina – TCGL não apresentou proposta para continuar o serviço na cidade. Inclusive, tentou barrar o processo de forma administrativa alegando 18 irregularidades no edital. Mas a CMTU não aceitou o pedido. Agora a empresa tenta na Justiça e no Tribunal de Contas impugnar o certame.

O contrato com as duas empresas atuais terminou em janeiro, quando foi prorrogado para 180 dias. Como a nova licitação não deslanchou, um novo aditivo foi feito no último dia 18, aumentando para mais 180 dias a operação pelas atuais empresas TCGL e Londrisul.

O certame passou por várias intervenções do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TC-PR)

Em nota a TCGL reitera que tem enorme interesse em continuar prestando serviço aos clientes do transporte coletivo de Londrina. Mas não quer criar dificuldades para o município. O que tentam fazer, é demonstrar que o edital na forma apresentada não contempla os custos reais para a sua operação, seja ele operado pela Grande Londrina ou outra empresa.                     

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