Londrina vai obedecer calendário do Ministério da Saúde e começar a aplicar a terceira dose da vacina contra o coronavírus somente na segunda quinzena deste mês
A princípio, reforço na imunização vai ser oferecido a idosos que estão acamados ou em asilos, e para os chamados imunossuprimidos. Especialista diz que dose extra pode aumentar a proteção contra a doença.
A Secretaria de Saúde de Londrina ainda aguarda a autorização oficial por parte do Ministério da Saúde para começar a planejar a aplicação da chamada terceira dose da vacina contra o coronavírus na cidade. Diferentemente de Curitiba, que resolveu se adiantar e iniciou na segunda-feira (30) o reforço da imunização pelos idosos de asilos e acamados, o município informou que pretende obedecer o calendário estabelecido pelo Governo Federal, que prevê o início da aplicação das terceiras doses para a segunda quinzena deste mês. Devem receber a dose extra idosos de 70 anos ou mais que se vacinaram há seis meses, e vivem em instituições de longa permanência ou estão acamados. A terceira dose também vai ser oferecida para os chamados imunossuprimidos, segundo o Ministério da Saúde. A lista oficial das doenças contempladas ainda não foi divulgada, mas, durante a primeira fase da campanha de vacinação, integraram o referido grupo, por exemplo, pessoas transplantadas, com HIV, com doenças reumáticas e neoplasias hematológicas, além de pacientes que fazem uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias, e os oncológicos que passaram por quimioterapia ou radioterapia nos últimos seis meses.
Em entrevista à CBN nesta quarta-feira (1º), a microbiologista Aline Stipp confirmou que a terceira dose pode aumentar ainda mais a eficácia da vacina contra o coronavírus. Ela defendeu o reforço na imunização dos grupos selecionados, destacando que é preciso aumentar a proteção de pessoas que podem ficar em estado grave e até morrer caso sejam infectadas.
A aplicação da terceira dose deverá ocorrer de forma concomitante à finalização da campanha para o chamado público em geral, que ainda toma a primeira dose da vacina. Questionada se a vacinação poderá sofrer prejuízos por conta do acúmulo de processos, a microbiologista destacou que o município já mostrou ter logística suficiente para dar conta de duas ou mais fases da campanha ao mesmo tempo.
A especialista também disse acreditar que a dose extra vai ser oferecida apenas para grupos específicos, e não à população como um todo.