Londrina registra aglomerações no primeiro dia de comércio aberto
Londrinenses fizeram filas em frente a lojas, bancos e no calçadão, desrespeitando decreto municipal, que permitiu a abertura com uma série de restrições.
Um movimento atípico com trânsito lento, muitos carros e muita gente andando pelas ruas do centro da cidade. A maioria de máscara, como determina o decreto municipal de Londrina, mas tem aqueles que a usam no queixo, sem cobrir devidamente a boca e o nariz.
Na manhã desta segunda-feira, era grande a movimentação principalmente no Calçadão e rua Sergipe, no centro da cidade. Filas por todos os lados, em frente às agências bancárias, principalmente na Caixa Econômica Federal. Filas também em frente às grandes lojas, que trabalham com crediários. Apesar da Associação Comercial de Londrina (ACIL) já ter garantido que não haverá cobrança de juros em contas vencidas nesta semana. Apesar de algumas limitarem a entrada de pessoas dentro do estabelecimento e dos funcionários estarem usando máscaras, não tem ninguém do lado de fora para organizar a espera, que se resume a várias pessoas próximas umas das outras. Ou seja, o distanciamento mínimo de dois metros, que consta no decreto, não foi respeitado.
E na avenida Saul Elkind, na zona norte, movimento muito intenso também. O destaque fica para a grande quantidade de idosos andando pela calçada, indo contra as recomendações da saúde. Pessoas com mais de 60 anos devem se manter em isolamento social por se tratar do grupo de risco. Filas nos bancos e nas lojas, inclusive com muita gente saindo com sacolas de compras. Uma movimentação atípica para uma segunda-feira dita normal.
Apesar da liberação do comércio em Londrina, tanto por meio de decreto como por decisão judicial, as lojas não abrem nesta terça-feira, por conta do feriado de Tiradentes. O atendimento volta na quarta-feira em horário reduzido, das 10h às 16h.
Antes da abertura, a CMTU fez a limpeza do calçadão na noite deste domingo. A desinfecção e higienização foram feitas da mesma forma que tem acontecido nos terminais de ônibus e arredores dos hospitais e da UPA do Sabará. São utilizados caminhões-pipa para a lavagem do piso e bombas costais com uma solução desinfetante registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).