QUINTA, 09/01/2020, 14:54

Londrina inicia ano em estado máximo de alerta contra a dengue

Secretaria de Saúde acredita que cenário em 2020 vai ser pior se comparado ao do ano passado, quando a cidade registrou mais de 3.300 casos da doença e oito mortes. Falta de inseticida complica combate ao mosquito Aedes aegypti.

Apesar de ainda não ter registrado nenhum caso de dengue este ano, Londrina vive um período de alerta máximo contra a doença. É o que garante a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes. Ela explica que a proliferação do mosquito Aedes aegypti está espalhada por todas as regiões da cidade, e o município, apesar do perigo, está sem condições de eliminar os criadouros, uma vez que tanto o inseticida como o larvicida estão em falta. Eram para os produtos terem sido enviados pelo Ministério da Saúde no início do mês, mas isso não aconteceu. A previsão é de o inseticida só chegue em fevereiro. Já em relação ao larvicida, o Governo Federal estaria tentando estender com o fornecedor o contrato que venceu no dia 31 de dezembro.

Conforme Sônia Fernandes, nunca antes na história a cidade precisou tanto da ajuda da população para combater o mosquito da dengue.

Londrina fechou o ano passado com 3.315 casos de dengue confirmados, sendo que outros 813 ainda estão em análise. Oito pessoas também morreram vítimas da doença em 2019. O número de óbitos é o maior da história da cidade. Em 2020, já são 42 casos suspeitos. Sônia Fernandes alerta que a situação deste ano pode ser ainda pior na comparação com a de epidemia do ano passado. Isso porque, segundo ela, se as pessoas que já contraíram a doença voltarem a ser infectadas, os sintomas serão mais graves e, em alguns casos, podem ser fatais.

Com a falta de inseticida no estoque, a Secretaria de Saúde fica sem ter como fazer a aplicação do fumacê. O plano B vai ser a realização de mutirões de limpeza em bairros das regiões norte e leste da cidade, onde a incidência do Aedes aegypti está maior neste momento. As ações vão começar a ser realizadas a partir da próxima semana, segundo a diretora.

O município também finaliza o primeiro Liraa deste ano. O levantamento vai conseguir medir o tamanho da infestação do inseto em Londrina. Sônia Fernandes informa que o índice sai apenas no final do mês, mas, segundo ela, já é possível dizer que o número vai ficar acima dos 5%. Isso significa que cinco a cada cem imóveis visitados pelos agentes na cidade apresentam focos ou criadouros do mosquito.

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