Hospitais de Londrina deixam de arrecadar em média 60% e têm aumento de despesas com EPIs acima de 20%
Muitas unidades tem medo da falência por causa da pandemia do Coronavírus.
Hospitais de Londrina como a Santa Casa, Evangélico, Araucária e o do Coração, além do Hospital do Câncer que atendem particular e muitos deles aqui na cidade ficaram totalmente parados, sem atendimentos de cirurgias eletivas e sem receber pacientes de planos de saúde ou particular há mais de dois meses, temem a queda de arrecadação.
A pandemia do novo Coronavírus fez com que pacientes com situações não graves de saúde deixassem de buscar atendimentos nas unidades.
Em Londrina de acordo com o presidente do Sindicato dos Hospitais de Londrina – Sinheslor, Fahd Haddad, a queda chega a 60%, nos Hospitais Evangélico e Santa Casa de Londrina a situação é mais grave por atenderem o SUS. Além da queda de arrecadação o problema maior é que houve aumento com gastos de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs em mais de 20%, os custos das unidades hospitalares estão maiores. Vai ser preciso buscar ajuda com governo federal para que os hospitais aguentem. Se não houver ajuda, vai ser preciso demitir e reduzir atendimentos.
De acordo com levantamento feito pela Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Paraná – Fehospar que representa mais de 340 hospitais do estado, a situação é ainda pior que em Londrina a média de queda na arrecadação desses hospitais chega a 80%.
Segundo o presidente da Fehospar, Rangel Silva, houve uma queda na procura de atendimentos nos hospitais por medo da transmissão da doença em até 70%.
No Hospital do Câncer de Londrina a arrecadação caiu em média 10% pelo SUS, 20% em doações externas e 30% dos planos de saúde e particulares.
Os outros hospitais de Londrina a porcentagem segue a média dos 60%, segundo o Sindicato dos Hospitais de Londrina.