Gaeco não descarta possibilidade de pedir novo afastamento de Rony Alves e Mário Takahashi da Câmara de Londrina
Vereadores estão afastados desde o início do ano passado e podem voltar às funções públicas ainda este mês.
O promotor do Gaeco, Leandro Antunes, disse em entrevista à CBN na sexta-feira que já começou a analisar a possibilidade de pedir um novo afastamento de Rony Alves e Mário Takahashi da Câmara Municipal de Londrina. Os vereadores estão afastados dos cargos desde fevereiro do ano passado, depois que passaram a ser alvos da Operação ZR3, que apura um suposto esquema de cobrança de propina pra aprovação de mudanças no zoneamento urbano do município. O afastamento venceu no meio de 2018 e foi prorrogado por mais 180 dias pela Justiça a pedido do Ministério Público. A prorrogação, entretanto, acaba no próximo dia 24, ou seja, os dois parlamentares podem retomar as funções públicas ainda este mês.
O promotor, entretanto, não descarta a possibilidade de apresentar um novo pedido de prorrogação à Justiça, uma vez que, segundo ele, tanto Rony como Takahashi continuam sendo investigados e, inclusive, respondendo a ações nas esferas cível e criminal pela suposta participação no esquema da ZR3. De acordo com as investigações, os vereadores seriam os líderes da organização criminosa, que acelerava a análise dos projetos de mudança de zoneamento na Secretaria de Obras, no Conselho Municipal das Cidades e na própria Câmara mediante o pagamento de propina.
Outro fato que pode pesar na decisão do promotor é a nova investigação aberta contra Rony Alves no mês passado, por suposta ameaça ao empresário Júnior Zampar, a principal testemunha da Operação ZR3. O vereador, inclusive, chegou a ser preso no último dia 22 por conta das acusações, passou o Natal e o Ano Novo atrás das grades, e só foi solto na sexta-feira, graças a um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Paraná.
Rony deixou a prisão no carro do advogado dele, Maurício Carneiro, sem falar com a imprensa.