Entidades discutem medidas para volta às aulas em Londrina
Principal dificuldade seria no trabalho de prevenção de contágio com crianças de zero a três anos.
A Comissão de Educação da Câmara de Vereadores realizou uma reunião virtual com representantes do setor para discutir como seria o retorno às aulas em Londrina. De acordo com o decreto assinado pelo prefeito Marcelo Belinati, as aulas estão suspensas até 4 de maio, mas uma volta às atividades só será oficializada com a chancela dos membros do Coesp, Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública.
O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Norte do Paraná, Sinepe, defende a volta às aulas de forma escalonada, obedecendo a uma série de protocolos de segurança para minimizar os riscos de contaminação entre as crianças. Segundo a presidente Maria Antônia Fantaussi, o caso mais crítico é da educação infantil, de zero a 3 anos, em que os pais não tem com quem deixar os filhos para trabalhar. Ela ainda alertou que o eventual fechamento de algumas escolas pode sobrecarregar o sistema público de ensino.
Em alguns estabelecimentos particulares, a taxa de cancelamento de matrículas é de 10%, mas a inadimplência chega a 80%. De acordo com o presidente do Sindicato dos Profissionais das Escolas Particulares de Londrina e do Norte do Paraná, Sinpro, André Cunha, foram registradas demissões na cidade, principalmente na área administrativa, com funcionários em fase de experiência.
A secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes, afirmou que o município manteve o pagamento aos centros de educação infantil filantrópicos. Sobre o possível retorno as aulas, ela prega cautela, citando que as medidas restritivas aplicadas no comércio são muito mais difíceis de serem feitas no ambiente escolar.
A presidente do Conselho Municipal de Educação de Londrina, Simone Cristina de Freitas, afirmou que a entidade vai aguardar o posicionamento do prefeito sobre a volta às aulas para depois discutir as orientações, mas também previu a dificuldade em adotar medidas de prevenção com as crianças menores.
O vereador Amauri Cardoso, presidente da Comissão de Educação da Câmara, foi outro a ressaltar o respeito à decisão que o Coesp irá tomar em relação à volta às aulas.