Dengue segue avançando em Londrina, apesar dos mutirões
Boletim semanal da doença, divulgado pela Secretaria de Saúde, registra 163 novos casos. Duas mortes por suspeita de dengue foram descartadas.
O boletim semanal com a situação da dengue em Londrina foi divulgado na tarde desta quinta-feira. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade tem confirmados nessas seis primeiras semanas epidemiológicas do ano 391 casos da doença, além de 4.363 notificações e pouco mais de 3.700 casos em análise.
Em relação ao boletim anterior, quando eram 228 confirmações, houve um aumento de 163 casos. Boa parte deles notificações de duas semanas atrás e que acabaram confirmadas agora. As duas mortes por suspeita de dengue, que eram investigadas pela Secretaria Municipal de saúde, foram descartadas.
E os mutirões seguem como a principal estratégia do Município para combater a doença, já que, segundo a Secretaria de Saúde, mais de 97% dos focos estão dentro das casas. Nesta sexta-feira, será finalizado o do Novo Amparo, na zona leste, e no sábado, tem mais uma mobilização, dessa vez na zona sul, no jardim Franciscato e no Itapoã.
O secretário Municipal de Saúde, Felippe Machado, diz que a cidade continua em alerta para uma epidemia, com a dengue avançando a passos largos em todas as regiões.
Para Machado, só será possível sair dessa condição em no mínimo 60 dias, a depender de alguns fatores, como a condição do tempo, a chegada do veneno e participação da população no combate ao mosquito. Sobre o novo produto a ser usado contra os focos do Aedes Aegypti, o Cielo, ele só deve chegar à cidade no fim do mês.
Enquanto o veneno não chega, o Governo Federal liberou 20 mil litros de Malathion para o Paraná. Parte dele já chegou a Londrina e deve ser usado nas regiões com índices mais altos de infestação assim que a chuva permitir.
Na semana passada, a principal preocupação da diretora de Vigilância em Saúde do Município, Sônia Fernandes, era em relação ao aumento das notificações nas zonas leste e norte da cidade. Nesse novo boletim, as duas regiões são, disparadas, as que têm os maiores números. Na zona norte foram 1.330 casos notificados e 116 confirmações. Na leste, situação ainda um pouco pior: 1.281 notificações e mais casos, 133.
Fernandes diz que a preocupação continua, mas acredita que com os mutirões nessas duas regiões, os próximos boletins devem registrar uma redução dos números. No entanto, a tendência, diz a diretora, é que o problema volte a aumentar em outras áreas da cidade.
No estado, a situação não é muito diferente. O Paraná já vive, de acordo com o boletim dilvulgado pela Sesa na última terça-feira, uma situação de alerta para epidemia da doença. São quase 15 mil casos, um aumento de 35% em relação à semana passada.
Aumentou também o número de cidades em situação de epidemia. Na semana passada eram 34 e agora são 50. Entre elas duas aqui da região norte, Uraí e Porecatu.