Crime de exploração sexual tem novas condenações em Londrina
Ex-vereador também foi condenado a mais de cinco anos de reclusão em regime semi-aberto.
O Alvair Avelino de Souza, ex-vereador de Londrina foi condenado pela justiça. Ele pegou cinco anos, oito meses e 12 dias de reclusão em regime semi aberto. A decisão, em primeira instância, foi tomada pela juíza da 6ª Vara Criminal de Londrina, Zilda Romero. Ele teria explorado sexualmente uma garota menor de idade. Souza foi preso em março, usou tornozeleira por um tempo. O MP já recorreu da pena, como destaca a promotora Suzana de Lacerda.
O policial civil Jeferson Pereira dos Santos foi condenado a seis anos, sete meses e 24 dias de reclusão em regime semi aberto. Ele vai responder pelo crime de exploração sexual de menores. O policial teria abusado de três meninas menores de idade.
Em nota, a Polícia Civil do Paraná afirma que o processo administrativo em desfavor ao policial está em andamento na Corregedoria Geral. Segundo a assessoria, o resultado ainda não saiu porque falta ouvir pessoas envolvidas no caso. O policial está afastado das atividades de rua e realiza trabalhos administrativos no 2º Distrito Policial de Londrina. A promotora afirma que ele foi monitorado por um tempo por uma tornozeleira eletrônica, mas já não a usa mais.
A promotora conta que, a partir de agora, outras condenações por exploração sexual de menores e estupro de vulnerável devem acontecer nos próximos dias, envolvendo inclusive auditores fiscais da Receita Estadual de Londrina.
Como a decisão é em primeira instância, os dois podem recorrer pedindo que sejam absolvidos de tudo ou a redução da pena.
A primeira prisão no processo de investigação de uma rede de exploração sexual de menores em Londrina foi no dia 13 de janeiro, quando o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza foi flagrado pelo Gaeco em um motel da cidade com uma adolescente de 15 anos. A irmã da vítima também foi presa suspeita de agenciar o programa sexual pelo valor de R$ 2,5 mil. Depois disso, outras pessoas, entre elas empresários e auditores fiscais também foram presos.
NOTA RETORNO:
A reportagem entrou em contato com o advogado Antonio José Mattos do Amaral, que defende o policial condenado, mas ele não estava no escritório e não retornou as ligações até o fechamento desta edição. O advogado do ex-vereador não foi encontrado pela CBN.