Audiência Pública para discutir novo edital do transporte coletivo de Londrina tem baixa participação popular
Diretor de Transporte da CMTU diz que tarifa prevista no primeiro certame, não vale mais e que preço da passagem deve ficar próximo do atual, R$ 4,25.
Pela lei, elas são obrigatórias em todos os projetos de lei, licitações e concessões públicas. Um instrumento para que a população dê sua opinião, faça críticas e apresente sugestões. E quando o assunto é transporte público, o interesse é ainda maior. Mas, a noite fria de sexta-feira parece ter afastado o londrinense da Audiência Pública do novo edital do transporte público. Apenas 54 pessoas, boa parte funcionários da própria Prefeitura e da CMTU, além de representantes e trabalhadores das empresas do setor, foram ao auditório do Senai, na região central da cidade.
Um dos que fez questão de participar foi o empresário Rubens Loureiro. Ele conta que sempre que tem tempo vai às audiências. Diz que não usa o transporte coletivo, mas acredita que como cidadão é importante estar presente para poder cobrar melhorias.
O aposentado Luiz Roberto Praxedes é cadeirante e faz parte do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência. Ele foi um dos poucos cidadãos presentes a fazer perguntas e reclamar da situação atual do transporte na cidade.
A Audiência começou com a apresentação da proposta do edital pelo diretor de Transporte da CMTU, Wilson de Jesus. Segundo ele, a nova licitação atende à maior parte das mudanças pedidas pelo Tribunal de Contas. Wilson de Jesus explica ainda que o edital mantém as bases do primeiro certame, principalmente no que diz respeito ao modelo operacional do sistema. As principais mudanças são relativas às planilhas de custos do serviço e aos questionamentos econômico-financeiros da primeira licitação.
De acordo com o diretor de Transporte da CMTU, todo trabalho feito nos últimos meses foi para evitar qualquer tipo de impugnação do novo edital. Wilson de Jesus diz ainda que o valor da passagem previsto no primeiro certame, R$ 4, não está mais sendo considerado e que a nova tarifa deve ficar próxima da atual, R$ 4,25.
O diretor da CMTU afirma que os critérios de reajuste da passagem são similares aos atuais, com uma diferença, a forma de remuneração das empresas, que hoje é de 12%.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo, João Batista da Silva, se mostrou preocupado com alguns pontos do novo edital, entre eles, justamente as mudanças na remuneração das empresas, que, segundo João Batista, afetam diretamente a categoria.
Pela legislação, o edital só pode ser lançado 15 dias após a realização da Audiência Pública. A CMTU trabalha com o prazo de publicação do certame para meados de junho, um mês antes do fim do contrato emergencial, em 19 de julho. O Sindicato das Empresas, que enviou alguns representantes à Audiência, afirmou que só vai se pronunciar após ter acesso ao edital.