Audiência Pública na Câmara de Vereadores discute Lei Geral das Universidades e falta de servidores na UEL
Representantes dos sindicatos e o próprio reitor dizem que se a LGU for implantada da forma como está a situação vai piorar e serviços prestados à comunidade serão ainda mais prejudicados.
Um encontro para debater a crise enfrentada pela UEL e os impactos da Lei Geral das Universidades nas sete instituições de ensino superior do Paraná. Entre os principais problemas apontados durante a audiência, a falta de servidores, a ausência de concursos públicos, as terceirizações e o chamado subfinanciamento, além da não reposição das perdas inflacionárias, que, segundo as categorias, já corroeu, desde 2016, mais de 30% dos salários.
Problemas que, segundo os representantes dos sindicatos que organizaram o encontro, têm prejudicado não apenas os trabalhadores da UEL, mas toda a população londrinense.
Marcelo Seabra, presidente da Assuel Sindicato, que representa os servidores da universidade, diz que a falta de pessoal é hoje uma questão grave e que vem afetando todos os setores da UEL. Um exemplo disso, segundo ele, é a Clínica Odontológica. Seabra afirma ainda que com a entrada em vigor da LGU, o problema deve se agravar.
O professor Ronaldo Gaspar, presidente do Sindiprol Aduel, que representa os docentes da instituição, avalia que a Lei Geral das Universidades vai ter sérias repercussões na qualidade do ensino da UEL.
O reitor Sérgio Carvalho também participou da Audiência Pública e afirmou, assim como os representantes dos sindicatos, que o principal problema a ser enfrentado pela UEL com a implementação total da LGU é a continuidade dos serviços prestados à comunidade.
A Audiência, organizada pela Assuel Sindicato e Sindiprol/Aduel, foi realizada na manhã desta quarta-feira no plenário da Câmara de Vereadores.