Apesar de momento crítico e hospitais superlotados, secretário de Saúde volta a descartar restrições mais duras por conta do coronavírus em Londrina
Felippe Machado reconheceu que a rede de saúde opera no limite, mas destacou que decretos municipais vigentes já são suficientes para conter excessos. Ele também fez um apelo para que a população faça a parte dela.
A falta de leitos nos hospitais e o avanço desenfreado dos números do coronavírus em Londrina ainda não se mostraram suficientes para convencer a prefeitura a tomar medidas mais enérgicas contra o funcionamento das atividades consideradas não essenciais na cidade. Comércio, bares e restaurantes, academia e igrejas. Tudo continua aberto. Assim como as áreas de lazer. A decisão vai na contramão do que foi proposto esta semana pelo Ministério Público, que voltou a pedir na Justiça para que o município seja obrigado a fechar boa parte dos estabelecimentos. Apesar do momento crítico e da pressão por parte da promotoria, o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, garantiu que tudo vai continuar como está. Pelo menos por enquanto.
Ele reconheceu que a rede pública de saúde opera no limite, mas destacou que os decretos municipais vigentes já são suficientes para conter os excessos. Machado também fez um apelo para que a população entenda o momento complicado e faça a parte dela.
O secretário também comentou o movimento de transferência de diversos pacientes de Londrina para hospitais de outras regiões do estado. No final de semana, por exemplo, nove infectados pelo coronavírus foram remanejados do HU para outras unidades: cinco para os hospitais da Zona Norte e da Zona Sul; dois para o Coração; e outros dois para hospitais de Apucarana e Ivaiporã. Felippe Machado tratou de minimizar as realocações, lembrando que, ao mesmo tempo em que envia pacientes para outras regiões, a rede de saúde em Londrina recebe outros tantos vindos de diversos municípios do estado.