QUINTA, 20/12/2018, 19:18

Transportes Coletivos Grande Londrina diz que recorreu ao Tribunal de Contas para garantir competitividade do edital

Em nota, empresa diz estar ciente de sua responsabilidade como operadora do transporte da cidade e que não deixará de prestar o serviço até que a licitação seja concluída.

Na nota, a Transportes Coletivos Grande Londrina afirma que no dia 17 de dezembro, com base na Lei Geral de Licitações, representou ao Tribunal de Contas do Estado para que o órgão analisasse o Edital de Concorrência para concessão do transporte coletivo municipal. O TCE recebeu a representação e suspendeu a licitação em caráter liminar.

A TCGL diz ainda que a medida se fez necessária porque a empresa acredita que o debate sobre o serviço deve passar pelo crivo do Tribunal, para que sejam apontadas possíveis adequações, que garantam competitividade ao edital e equilíbrio econômico-financeiro para a empresa que irá operar o transporte em Londrina pelos próximos 15 anos.

A TCGL ressalta que a discussão sobre a nova tarifa para o período de transição não pode demorar, já que o aumento dos trabalhadores e a reposição dos custos de 2018 dependem dessa definição.

Na nota, a Transportes Coletivos Grande Londrina afirma ainda que outro fator que deve ser considerado nesse cálculo é reflexo da retirada do subsídio aos estudantes, que representava um valor adicional de R$ 0,40 na tarifa. A retirada desse subsídio em 2018 resultou em uma redução de aproximadamente 254 mil passageiros na planilha e que necessita ser considerado no novo valor a ser definido para o período de transição.

Ainda segundo a nota, foram cortados também R$ 0,20 que seriam incorporados à tarifa de 2018 e que todos esses fatores somados acabaram causando à empresa – só esse ano – um prejuízo de R$ 15 milhões.

A Grande Londrina esclarece ainda que não está exigindo aumento na tarifa, mas que os fatores descritos anteriormente acabaram causando esse prejuízo. Ciente de sua responsabilidade como operadora do transporte da cidade, a Grande Londrina não deixará de prestar o serviço à população até que o processo de licitação seja concluído e está aberta para dialogar com o Município.

Pedimos uma entrevista com o presidente da CMTU, Marcelo Cortez, mas a assessoria da companhia informou que não vai se pronunciar sobre a nota da TCGL.

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