Taxa de ocupação de leitos no limite em alguns hospitais da cidade
Por outro lado, unidades de saúde estaduais aqui de Londrina estão em situação confortável em relação à oferta de vagas.
No Centro de Emergência e Trauma da Santa Casa, de acordo com o levantamento feito pela CBN Londrina, a taxa de ocupação chega a quase 90% do total de vagas disponíveis na unidade. A situação próxima à lotação máxima já dura uma semana. São 29 pacientes internados no setor e com isso restam apenas quatro vagas, uma em cada box de atendimento do Centro, que não tem como característica internações.
No Hospital Evangélico, a taxa geral de ocupação dos leitos do SUS é de pouco mais de 90%. Nas enfermarias, a situação é um pouco pior, com mais de 95% das vagas ocupadas. Mas, a situação fica delicada mesmo nas UTIs, onde a taxa de ocupação é de 113,13%, o que na prática significa que há pacientes esperando por uma vaga na terapia intensiva.
No Hospital do Coração, que não atende pelo SUS, a reportagem da CBN Londrina apurou que a ocupação geral é de 60%. Mas, na média, segundo a assessoria da instituição, vagas de UTI e enfermaria têm uma ocupação semelhante.
No Hospital da Zona Norte, que se tornou referência para a dengue no começo do ano, há 71 leitos de enfermaria para todos os tipos de doenças. Desse total, 48 estavam disponíveis nesta segunda-feira à tarde. Na enfermaria cirúrgica, dos 30 leitos apenas oito estavam ocupados.
No Hospital da Zona Sul, há 38 leitos de enfermaria, em uma ala separada, específicos para pacientes com doenças respiratórias ou suspeita de Covid-19. Até a tarde desta segunda-feira 31 leitos estavam disponíveis e o diretor da unidade, Geraldo Júnior, classificou a taxa de ocupação atual como confortável.
Ainda no Zona Sul, de acordo com o diretor, a taxa geral de ocupação é de 32%. Dos 78 leitos adultos, por exemplo, apenas 30 estão ocupados. Geraldo Júnior diz que a gestão da rede é feita via Central de Leitos e que o Zona Sul fica como opção para os hospitais terciários da cidade, que cuidam dos casos mais graves, não só da COVID-19.
Fizemos contato com a direção do Hospital Universitário, referência para os casos graves de COVID-19 em Londrina, que nos prometeu um balanço da ocupação na unidade, mas, até o fechamento da reportagem não tivemos retorno.