TERCA, 10/03/2026, 11:29

Segurança de Apucarana é autuado depois de presenciar assalto e não ajudar

Crime ocorreu nas dependências da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e foi registrado por câmeras de segurança 

A Polícia Civil de Apucarana investiga a conduta de um vigilante patrimonial que presenciou um roubo violento e não prestou socorro à vítima. O caso ocorreu no pátio da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e foi registrado por câmeras de segurança. Para a polícia, a omissão do profissional pode configurar participação no resultado do crime.

De acordo com o delegado André Garcia, o episódio começou quando um jovem de 25 anos anunciou a venda de um aparelho celular em um grupo de venda nas redes sociais. Um criminoso utilizou um perfil falso, se passando por uma mulher interessada na compra do aparelho, e marcou um encontro com a vítima no estacionamento da instituição de ensino.

Ao analisar as imagens das câmeras de segurança, os investigadores identificaram que toda a situação foi presenciada por um vigilante patrimonial responsável pela segurança do local. Segundo a Polícia Civil, o profissional estava próximo da ocorrência e tinha condições de intervir ou prestar auxílio.

A Polícia Civil destaca que a legislação brasileira estabelece deveres específicos para profissionais que atuam na vigilância patrimonial. Conforme a lei, esses trabalhadores têm a obrigação de preservar tanto o patrimônio quanto à integridade física das pessoas presentes no local sob vigilância.

Ainda segundo a polícia, quando um profissional deixa de agir mesmo tendo condições de impedir ou reduzir as consequências de um crime, essa omissão pode ser considerada relevante para o resultado final do delito, conforme prevê o Código Penal.

Paralelamente à apuração sobre a conduta do vigilante, a Polícia Civil também identificou e prendeu o autor do roubo. O suspeito foi capturado após a expedição de um mandado de prisão preventiva e confessou ter cometido as agressões contra a vítima, embora tenha negado a subtração do celular.

O aparelho ainda não foi recuperado, e as investigações continuam para localizar o objeto. A Polícia Civil informou também que a instituição de ensino onde o caso ocorreu colaborou integralmente com as investigações, fornecendo imagens e informações que auxiliaram na identificação do suspeito.

Por Paulo Andrade

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