Secretário de Saúde diz que fila para cirurgias eletivas sempre foi problema por conta da grande demanda e que situação piorou depois da pandemia de coronavírus
Por outro lado, Felippe Machado garante que município tem recursos e planejamento para a realização dos atendimentos e que falta interesse dos médicos em atuar pelo SUS.
O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, comentou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (14), as dificuldades que o município enfrenta para fazer andar a fila de pacientes que aguardam pelas chamadas cirurgias eletivas em Londrina. De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 1 milhão de brasileiros esperam pelos procedimentos, cerca de 200 mil deles no Paraná. De acordo com Machado, a fila sempre foi problema por conta da alta demanda e, segundo ele, a situação piorou ainda mais durante e depois da pandemia de coronavírus. Por mais de dois anos, as cirurgias eletivas, que são aquelas agendadas e, consequentemente, não são de urgência e emergência, ficaram paralisadas nos hospitais, uma vez que médicos e enfermeiros tiveram que se desdobrar para atender os infectados pela Covid-19.
A suspensão fez dobrar o tamanho da fila no estado e quando, enfim, os procedimentos voltaram a ser autorizados, no início do ano passado, o poder público precisou criar mecanismos para atender os casos, principalmente os prioritários. Em Londrina, a Secretaria de Saúde realizou mutirões de catarata e de colocação de aparelhos auditivos e chegou a aditivar junto ao Hospital Evangélico a realização de 500 procedimentos ortopédicos. Já no Hospital da Zona Sul, estão sendo realizadas, atualmente, cerca de 400 cirurgias eletivas por mês.
Apesar de significativo, o esforço passa longe de zerar a fila, que conta com pacientes que aguardam há mais de três anos pelo procedimento. Machado disse desconhecer esse tempo de espera, e citou, como exemplo, as cirurgias de cateterismo, que foram afetadas pela pandemia, mas que, agora, conforme ele, já estão normalizadas.
O secretário de Saúde garantiu ainda que o município tem recursos e planejamento para a realização de ainda mais procedimentos, destacando que, em boa parte das especialidades, falta interesse por parte dos médicos em atuar pelo Sistema Único de Saúde (SUS).