Secretaria Estadual de Saúde confirma vírus da febre amarela em macacos mortos aqui no Estado
Material coletado por técnicos da Vigilância Ambiental em Antonina foi analisado por dois laboratórios e suspeita foi confirmada.
Os exames feitos nos macacos mortos em Antonina, no litoral do Estado, confirmaram a existência do vírus da febre amarela em território paranaense. O material coletado por técnicos da Vigilância Ambiental na localidade de Mato Queimado foi analisado pelos laboratórios do Lacen e da Fiocruz aqui no Paraná.
A Secretaria Estadual de Saúde já estava em alerta para o a situação, já a região faz divisa com o Estado de São Paulo, onde doze casos de febre amarela em humanos foram notificados e seis mortes registradas. Por lá, 32 casos ainda estão em investigação. No Paraná, até agora, nenhum caso da doença foi registrado em humanos.
A Sesa que a vacina é a única forma de prevenção contra a febre amarela e só começa a agir depois de 10 dias. O superintendente interino de Vigilância Estadual em Saúde, João Luís Crivellaro, afirma que todas as pessoas com idade entre nove meses e 60 anos incompletos precisam ser vacinadas.
Quem tem mais de 60 anos, além das gestantes, precisa apresentar prescrição médica para receber a vacina. A Saúde faz novo alerta aos secretários municipais da região para que a vacinação seja intensificada. Nos municípios do Litoral e alguns da Região Metropolitana de Curitiba mais próximos a São Paulo, as equipes da Sesa devem percorrer a área rural na chamada busca ativa.
A Secretaria da Saúde recomenda que toda informação sobre macacos mortos ou ocorrência de casos suspeitos sejam imediatamente notificados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, que está em plantão permanente. Os telefones são (41) 99117-3500 e (41) 99917-0444.
Por recomendação da Sesa, o IAP proibiu a circulação de visitantes por 15 dias em todas as Unidades de Conservação Estaduais do Litoral. A Vigilância da Secretaria da Saúde também já notificou o Ministério da Saúde.