SEGUNDA, 22/06/2026, 15:56

Reforma do Terminal Central atrasa novamente e deve ficar pronta apenas em setembro

Obra de R$ 1 milhão já passou por mudanças no projeto, burocracia bancária e restrições de horários, atingindo menos da metade da execução prevista

A reforma estrutural do Terminal Central de Londrina, contratada por cerca de R$ 1,09 milhão, ganhou um novo prazo e deve ser concluída apenas no dia 6 de setembro. Os trabalhos começaram em agosto do ano passado com previsão de término para abril deste ano. Após os primeiros atrasos e reajustes, a entrega estava agendada para o início deste mês de junho, mas precisou ser adiada outra vez. Até o momento, as melhorias atingiram 45% de execução.

A empresa responsável pelas obras, justificou que o andamento travou devido a diferenças encontradas entre o projeto original, feito em 2021, e a real situação do terminal. Um dos problemas apontados foi uma diferença de sete centímetros na altura do piso de uma das plataformas. De acordo com a construtora, essas divergências entre o papel e a prática exigiram novas aprovações da Prefeitura e da Caixa Econômica Federal, que financia a obra, o que acabou gerando os atrasos.

A Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação confirmou à reportagem da CBN Londrina que o prazo precisou ser estendido devido a falhas na contagem de materiais e à necessidade de serviços que não estavam previstos no início, como reforços na estrutura de contenção e mudanças na impermeabilização das marquises. Toda essa readequação exigiu o envio de novos documentos para a Caixa no fim do ano passado. O banco só autorizou a continuidade do processo em março deste ano e, por conta da burocracia interna, o termo aditivo que oficializou as mudanças só foi publicado no final de abril.

Esse primeiro ajuste aumentou o custo da reforma em R$ 182 mil e deu mais 60 dias de prazo, que venceram no último dia 8 de junho. Agora, um novo pedido para estender os trabalhos por mais 90 dias foi apresentado. Segundo os envolvidos, além de toda a burocracia com o projeto, o ritmo das obras é afetado pela limitação no horário de trabalho dentro das plataformas, uma exigência da CMTU para não atrapalhar a rotina dos milhares de passageiros que utilizam o Terminal Central diariamente.

Por João Gabriel Rodrigues

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