SEXTA, 31/07/2026, 18:45

Projeto quer fechar ruas do centro de Londrina para lazer nos fins de semana e abre debate com a população

Proposta prevê bloquear o trânsito de veículos em trechos das ruas Piauí, Quintino Bocaiúva e Mossoró; audiência pública na Câmara debate a medida no dia 10 de agosto

A Câmara Municipal de Londrina (CML) realiza, no dia 10 de agosto, uma segunda-feira, às 19h, uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei "Ocupa o Centro". A proposta prevê a proibição do tráfego de veículos em trechos de três importantes ruas da região central para transformá-las em espaços dedicados à cultura, ao esporte e ao lazer. A população poderá opinar sobre a mudança tanto presencialmente quanto pela internet.

Se aprovado, o projeto afetará a Rua Quintino Bocaiúva (entre a Mossoró e a Belo Horizonte, próximo à praça), a Rua Piauí (entre a Avenida Rio de Janeiro e a Souza Naves, perto da Concha Acústica) e a Rua Mossoró (entre a Paranaguá e a Avenida Juscelino Kubitschek). Nessas vias, os carros não poderão circular às sextas-feiras e sábados, das 18h às 22h, e durante todo o dia aos domingos e feriados.

O objetivo do projeto é incentivar a ocupação do espaço público por apresentações de música, teatro, literatura e práticas esportivas, valorizando os artistas locais e estimulando o comércio da região central, a exemplo do que ocorre em outras cidades do mundo.
A proposta também permite que a prefeitura faça parcerias com empresas e entidades civis para a instalação de estruturas temporárias, como banheiros químicos e geradores de energia. Os organizadores dos eventos, contudo, deverão respeitar os limites de barulho previstos na legislação e pedir autorização prévia ao município.

Apesar dos argumentos a favor do resgate cultural e da convivência comunitária, a proposta enfrenta resistência. O Conselho de Planejamento e Gestão Territorial de Londrina se manifestou contra o projeto, classificando a ideia como frágil e apontando falhas em pontos críticos, como mobilidade urbana, transporte coletivo, segurança e participação da comunidade. Diante do impasse, a audiência do dia 10 será decisiva para medir o interesse dos moradores e comerciantes da cidade antes que a matéria siga para votação entre os vereadores.

Por João Gabriel Rodrigues

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