Professores das escolas particulares de Londrina e região terão reajuste acima da inflação
Negociações com a rede privada garantiram recomposição de 12% para os docentes e cerca de 10% para os funcionários administrativos
Professores e funcionários administrativos das escolas particulares de Londrina e região terão reajuste salarial que supera a inflação acumulada. A negociação conduzida pelo Sindicato dos Profissionais das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (Sinpro) garantiu a recomposição salarial para os profissionais da educação privada da região.
Para os profissionais que recebem o piso salarial, os índices de reajuste são de 12% para os docentes e cerca de 10% para os funcionários administrativos. Com o INPC do período registrado em 3,36%, os ganhos reais projetados chegam a quase 8% para os professores e aproximadamente 6,5% para os administrativos, segundo o sindicato.
Para quem já recebe acima do piso, foi garantido reajuste de 5%, índice que, segundo o presidente do sindicato, André Cunha, está entre os maiores negociados no país. Em um levantamento comparativo com outras regiões, por exemplo, São Paulo e Mato Grosso tiveram reajuste somente do do INPC, de 3,36%.
Os pisos da categoria chegam agora próximos a R$ 2 mil, considerando professores e administrativos da base sindical. A expectativa do Sindicato é de que os valores continuem avançando nos próximos anos.
Um dos pontos que não foi fechado nesta rodada de negociação é a implantação do vale alimentação para toda a categoria. Segundo o Sinpro, trata-se de uma reivindicação histórica do sindicato ao Sinepe - o sindicato patronal - que não avançou desta vez por solicitação das próprias entidades empregadoras.
A garantia, segundo André Cunha, é de que o benefício será inserido na convenção coletiva de 2027. Além da convenção coletiva, que regula as relações de trabalho em instituições que atendem desde escolas com 40 alunos até grandes redes de ensino, o Sinpro também negociou acordos individuais com universidades da região durante este ano.
Um dos destaques foi o acordo firmado com a PUC Londrina. Entre os avanços obtidos, está a equiparação definitiva dos valores do biênio: todos os professores da instituição, que antes recebiam 4% do teto máximo do benefício por biênio, passarão a receber 15%, com aplicação retroativa, além da implantação de vale alimentação em julho.