Primeira audiência de casal denunciado por matar recém nascido em Londrina é adiada mais uma vez
Os dois estão presos desde junho, mas a defesa do pai do bebê diz que ele não sabia da gravidez, nem participou do crime e pediu a liberdade do cliente no Superior Tribunal de Justiça.
De acordo com o promotor Ricardo Domingues, da 11ª Promotoria de Londrina, um dos responsáveis pelo caso, a segunda audiência, marcada para o início desta semana, foi adiada a pedido do advogado da mãe, Natália Fuentes Leonel.
A defesa foi atendida pela juíza Elisabeth Kather, da 1ª Vara Criminal de Londrina. Ricardo Domingues disse que exames feitos pelo Instituto Médico Legal comprovaram que a criança nasceu viva e os dois foram denunciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Uma primeira audiência do caso, marcada para setembro, também foi desmarcada. Para o Promotor, a defesa faz a parte dela.
O caso chocou a cidade e ocorreu em maio deste ano, no apartamento onde os dois moravam, na região central. Segundo a perícia do IML, a criança morreu em decorrência de traumatismo craniano.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, Natália Leonel, deu entrada num hospital da cidade com fortes dores, e a equipe médica teria identificado que ela tinha acabado de ter um parto. Depois de muita insistência, a mulher acabou dizendo onde estava o bebê, que pesaria pouco mais de 3 quilos. Os familiares dela dizem que não sabiam que a mulher estava grávida.
O advogado de Natália, Douglas Maranhão, conversou com a reportagem da CBN Londrina, mas preferiu não gravar entrevista. Ele disse que a família da moça ainda está consternada. Segundo Maranhão, o adiamento da audiência foi por conta de um pedido de novas informações feito aos Peritos do IML, para complementar alguns laudos já finalizados pelo órgão.
Walter Bittar, advogado de Henrique Medina, o pai da criança, afirma que entrou com um pedido de Habeas Corpus, no Superior Tribunal de Justiça, pedindo a liberdade do cliente. Bittar diz que não há provas para manter Medina preso.
Bittar afirma ainda que o Habeas Corpus deve ser julgado, em Brasília, nesta quinta-feira. O advogado afirma ainda que o cliente não sabia que a mulher estava grávida, nem participou do crime.
O casal foi preso no dia 6 de junho e no fim do mesmo mês teve a prisão preventiva, sem prazo determinado, decretada pela justiça.