Motoristas de aplicativos reivindicam mudanças no decreto que regulamento o serviço em Londrina
A categoria fez uma carreata até a prefeitura, foi atendida pelo prefeito, mas uma nova reunião está agendada para a tarde desta terça-feira.
O Movimento Coletivo e Espontâneo dos Motoristas de Transportes por Aplicativos de Londrina e região realizou uma carreata, que saiu do ginásio Moringão e terminou na prefeitura. O objetivo era entregar um ofício no gabinete do prefeito Marcelo Belinati contra alguns pontos do decreto, que regulamenta o serviço de transporte por aplicativos na cidade. 10 representantes foram atendidos rapidamente pelo prefeito, já que estava de saída para Curitiba. O representante do grupo, Jairo Vagner Alves explica que, apesar da boa notícia da regulamentação, o grupo reivindica algumas alterações no decreto para que os motoristas não saiam prejudicados. Na lista de reivindicação da categoria: a exigência de que os veículos terão uma idade máxima de sete anos.
Após a assinatura do documento, que demorou três anos para sair, os motoristas terão um prazo para se legalizar: vão ter que procurar a prefeitura para obter alvará, fazer a MEI e um seguro de passageiros. A intenção, segundo o prefeito, é que os motoristas tenham que cumprir exigências como os taxistas. A categoria também faz algumas ressalvas quanto as diferenças entre os motoristas de aplicativos e os taxistas. Na opinião deles, agora com a regulamentação, os direitos devem ser igualitários, como a permissão do embarque e desembarque de passageiros e a autorização para transitar na faixa exclusiva para ônibus e taxis.
O decreto seria assinado nesta segunda-feira, mas o assunto ainda vai ser debatido entre as partes, em uma reunião agendada para esta terça-feira, às 14h30. O prefeito Marcelo Belinati não deu detalhes do decreto, mas se diz aberto a negociações.
Com a regulamentação, também serão verificados os antecedentes criminais dos motoristas. Londrina tem hoje cinco aplicativos de transporte. No momento da reunião com o prefeito, taxistas chegaram à prefeitura para protestar. Apesar da indignação, ninguém quis gravar entrevista com a imprensa.