SEGUNDA, 22/06/2026, 10:02

Motiva afirma que o principal concorrente do Aeroporto de Londrina é o transporte rodoviário

 Pensando em 2027, empresa mira três novos destinos para ampliar malha aérea da cidade 

A Motiva divulgou um balanço das atividades do Aeroporto Governador José Richa nos últimos anos, e um dado que chama atenção, além da queda em 21% no número de passageiros, é em relação ao principal concorrente do terminal londrinense.

Ao contrário do que se tem imaginado, o Aeroporto de Maringá não é um dos responsáveis pela diminuição de operações em Londrina, e sim as rodovias. De acordo com a gerente executiva de Receitas Aeronáuticas e Cargas da Motiva, Graziella Delicato, o hábito do paranaense de viajar de automóvel, aliado ao preço das passagens aéreas, pesa diretamente na escolha do meio de transporte.

Segundo o estudo, o volume médio diário de veículos na BR-376, que liga Londrina à capital paranaense, passou de 4.689 em 2019 para 7.868 em 2022 e 8.442 em 2023, indicando um crescimento de 80% da circulação.

Para a executiva da concessionária, Londrina deve concentrar esforços em fortalecer sua economia, atrair eventos e ampliar a demanda por viagens corporativas e de turismo, em vez de manter comparações com aeroportos vizinhos.

Paralelamente, a Motiva já definiu quais mercados considera prioritários para a expansão da malha aérea. Estudos realizados pela empresa apontam que Campo Grande, Porto Alegre e Brasília concentram a maior demanda reprimida entre os passageiros que utilizam o aeroporto.

Apesar do potencial, a abertura de novas rotas ainda depende da comprovação de demanda e do cenário econômico enfrentado pelas companhias aéreas.

Segundo a Motiva, as negociações para novas rotas já estão voltadas para 2027, uma vez que o planejamento das empresas aéreas é feito com meses de antecedência. A expectativa é que, com o fortalecimento do mercado regional e o crescimento da procura por voos, Londrina consiga ampliar sua conectividade sem depender apenas dos tradicionais destinos para São Paulo, Campinas e Curitiba.

 

Por Paulo Andrade

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