Ministério Público cobra ações para impedir a morte de animais por atropelamento em Londrina
Promotoria de Defesa do Meio Ambiente acompanha o caso há pelo menos quatro anos e destaca que sinalização e redutores de velocidade precisam ser reforçados em trechos considerados críticos
A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, em Londrina, emitiu uma recomendação administrativa reforçando a importância da realização de ações para impedir que animais silvestres continuem morrendo por atropelamento em rodovias da cidade. A solicitação traz seis pontos considerados críticos nas rodovias Mábio Gonçalves Palhano e PR-538, que ficam nas proximidades da Mata dos Godoy, na zona sul de Londrina. A área de preservação ambiental é cortada por uma das estradas e o vai e vem de animais, alguns com risco de extinção, é constante. O documento foi encaminhado à Prefeitura de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).
A recomendação é um desdobramento de um procedimento administrativo instaurado em 2022 pelo Ministério Público (MP). Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes nas rodovias da cidade.
Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. De acordo com o MP, levantamentos recentes confirmaram que a letalidade continua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro do ano passado. A promotoria destaca, no ofício, que os acidentes envolvendo animais também significam perigo à vida dos motoristas.
Na recomendação, a promotoria pede que a prefeitura faça o reforço da sinalização, que já está desgastaao, implante mecanismos permanentes de redução de velocidade e elabore um projeto para a construção de uma passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.
A Prefeitura de Londrina informa que recebeu a Recomendação Administrativa na última terça-feira (25) e que encaminhará a resposta no prazo definido pelo Ministério Público.
Neste momento, as medidas solicitadas pela 20ª Promotoria de Justiça e seus respectivos Planos de Ação e Cronogramas Físico-Financeiros estão sendo analisadas pelas Secretarias envolvidas com o tema em questão e a CMTU.