SEXTA, 28/08/2026, 11:59

José Maria Ferreira aposta na desburocratização e coloca Ibiporã entre as cidades mais rápidas para abrir empresas

Prefeito destaca modernização dos processos e afirma que município pretende reduzir ainda mais o tempo para novos negócios

Abrir uma empresa em Ibiporã ficou mais rápido nos últimos anos.  Um levantamento do Mapa de Empresas, do Governo Federal, mostra que o município é o terceiro mais ágil da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), com tempo médio de apenas sete horas para concluir o processo no primeiro semestre deste ano. O resultado coloca a cidade atrás apenas de Londrina, com três horas, e Florestópolis, com seis.

Para o prefeito José Maria Ferreira, a redução do tempo está diretamente ligada à decisão de diminuir a burocracia e facilitar a relação entre o poder público e quem pretende empreender.

O levantamento considera diferentes etapas do processo. Na fase de viabilidade, que verifica se o nome e o endereço escolhidos podem ser utilizados para o negócio, Ibiporã aparece em terceiro lugar na região, com média de 4,1 horas. Já no registro, que envolve a análise do contrato social e a emissão do CNPJ, o município registra 2,5 horas.

A evolução é significativa. No primeiro semestre de 2020, uma empresa demorava, em média, 70 horas, ou seja, dois dias e 22 horas, para ser registrada em Ibiporã. Atualmente, o tempo é 90% menor.

Entre as medidas adotadas pela Prefeitura estão a atualização da Lei de Liberdade Econômica, a emissão automática das consultas de viabilidade e a ampliação das atividades dispensadas de licenças e alvarás prévios. Ao todo, 975 atividades econômicas passaram a contar com essa dispensa, permitindo que os empreendedores iniciem as atividades com menos etapas burocráticas.

O prefeito destaca ainda que a estratégia não termina na abertura do CNPJ. A Sala do Empreendedor, instalada no Centro Tecnológico do Trabalhador de Ibiporã (CTTI), oferece orientação e capacitação para quem pretende iniciar ou manter um negócio. O espaço conta com apoio de instituições como Sebrae, Senai e universidades.

A preocupação, segundo Ferreira, é evitar que a facilidade para abrir uma empresa seja seguida pelo fechamento do negócio poucos meses depois. Cursos e capacitações buscam preparar os empreendedores para administrar melhor suas atividades, conhecer o mercado e aumentar as chances de continuidade.

Para o prefeito, a agilidade também tem impacto direto na economia local, principalmente por causa da presença de pequenos e médios empresários. A avaliação da administração é de que facilitar a entrada de novos negócios ajuda a gerar empregos, renda e circulação de recursos dentro do próprio município.

Com o resultado alcançado, a Prefeitura afirma que pretende reduzir ainda mais o tempo necessário para a abertura de empresas e ampliar o suporte oferecido aos empreendedores. A meta é transformar a desburocratização em uma política permanente de estímulo à atividade econômica e à geração de oportunidades em Ibiporã.

Por Paulo Andrade

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