SEXTA, 17/07/2026, 10:44

Londrina registra segunda morte por dengue em 2026

Números de casos também se mantêm em baixa, mas, segundo a Secretaria de Saúde, cuidados contra a doença não podem parar

O último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde em relação aos números da dengue confirmou a segunda morte pela doença em Londrina. Trata-se de uma mulher de 59 anos, tabagista e sem conformidades associadas. Ela começou a apresentar os sintomas em 6 de junho, mas procurou atendimento apenas no dia 13. A mulher deu entrada no Hospital Universitário (HU) e morreu no dia seguinte. Desde então, o caso estava sob investigação da Saúde, seguindo os protocolos de exames e levantamentos. A confirmação oficial saiu essa semana.

O número de duas mortes é 77% menor na comparação com os nove óbitos por dengue registrados no município no mesmo período do ano passado. Já em relação às mortes de 2024, a comparação se torna ainda mais drástica, uma vez que, naquele ano, 52 pessoas perderam a vida para o Aedes aegypt na cidade. A diretora interina de Vigilância em Saúde no município, Claudia Monteiro, disse que toda e qualquer morte precisa ser lamentada. Ela também alertou que a dengue segue fazendo vítimas fatais mesmo num cenário de clara estabilidade e de temperaturas baixas, quando a proliferação do mosquito transmissor desaba.

O último boletim também confirmou 1.292 casos de dengue na cidade até a quarta-feira (15). O número é quatro vezes menor se comparado aos 4.717 casos confirmados da doença no mesmo período do ano passado. Claudia disse que as ações contra a proliferação do Aedes são realizadas durante todo o ano, e que elas envolvem iniciativas educativas em escolas e a visita periódica de imóveis que ficam nas regiões mais afetadas.

Outra ação importante em execução envolve o método Wolbachia, que tem liberado mosquitos incapazes de transmitir dengue para cruzar com insetos que, após o ato, também se tornam estéreis. Mais de 60% da cidade já está protegida e a intenção do município, de acordo com Claudia, é expandir para ainda mais regiões ao longo do segundo semestre.

Por Guilherme Batista

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