Londrina amplia uso do método Wolbachia e leva estratégia de combate à dengue para mais 44 regiões
Antes da nova etapa, equipes vão orientar moradores sobre a tecnologia, que ajuda a reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya sem substituir os cuidados contra o mosquito
Londrina vai ampliar a utilização do método Wolbachia no combate à dengue, zika e chikungunya. A partir de agosto, os mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia serão liberados em 44 novas áreas da cidade, dando sequência ao projeto iniciado entre 2024 e 2025. Equipes da Vigilância em Saúde já estão visitando unidades de saúde, escolas e outros espaços públicos para explicar à população como funciona a tecnologia e esclarecer dúvidas.
A estratégia busca reduzir a circulação dos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti. A avaliação da primeira fase é positiva, com queda significativa dos casos de dengue nas áreas que receberam o método. Ainda assim, os agentes reforçam que a tecnologia é uma aliada e não substitui as ações básicas de prevenção, como eliminar recipientes que acumulam água. Mesmo com campanhas constantes, ainda são encontrados muitos focos do mosquito em quintais e residências.
A expectativa também é grande entre os profissionais da rede de saúde, já que o aumento dos casos de dengue durante os períodos mais quentes costuma sobrecarregar as unidades, elevando a procura por consultas, medicamentos e hidratação. Além do atendimento aos pacientes, a doença exige mobilização de equipes e impacta o funcionamento dos serviços.
As ações de conscientização também chegaram às escolas, que devem ajudar a disseminar as informações entre estudantes e famílias. A proposta é ampliar o conhecimento da população sobre a nova tecnologia e reforçar que a prevenção continua sendo uma responsabilidade coletiva.
O método Wolbachia utiliza mosquitos que carregam uma bactéria naturalmente presente em diversos insetos. Ela impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro do Aedes aegypti, reduzindo sua capacidade de transmissão. Os mosquitos não são transgênicos e a tecnologia não utiliza produtos químicos. Com o tempo, a bactéria é transmitida naturalmente para as novas gerações de mosquitos.
Os resultados já aparecem em diferentes cidades brasileiras e também em Londrina. No primeiro quadrimestre deste ano, período de maior circulação da dengue, o município registrou redução de 74% nas notificações da doença em comparação com o mesmo período de 2025. A expectativa é que a ampliação do método fortaleça ainda mais o combate ao mosquito, sempre em conjunto com a participação da população na eliminação dos criadouros.
Para saber mais sobre o Método Wolbachia e acompanhar o cronograma das ações no município, os moradores podem acessar o site oficial wolbito.com ou seguir os perfis nas redes sociais.