Greve geral é marcada por manifestação em frente ao Terminal Central e paralisação parcial do transporte coletivo
Sindicatos e movimentos sociais participaram de ato contra a reforma da previdência durante a manhã de sexta-feira
A sexta feira começou com 54 ônibus da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) circulando na cidade. Normalmente, no período da manhã são 277. Manifestantes e representantes de sindicatos, organizadores da greve geral, fecharam as saídas da garagem, impedindo que os ônibus saíssem.
Apesar da empresa ter conseguido na justiça um interdito proibitório, os ônibus só conseguiram circular a partir das 8h30. Os coletivos da empresa Londrisul circularam sem alterações. Ela também estava amparada pela decisão da justiça do trabalho.
Mas, os manifestantes ocuparam, em seguida, a avenida Leste Oeste, em frente ao Terminal Central. O piso inferior ficou com a entrada e saída obstruídas. Os passageiros tiveram que ser realocados para outros pontos, porque os ônibus não chegavam a parte de baixa do terminal.
A usuária Maria da Silva foi ao médico por meio de transporte por aplicativo. Ela não quis arriscar ir de ônibus e perder a consulta. Mas, o retorno de ônibus foi conturbado.
Adriele Araújo, que entra no trabalho às 9h também enfrentou dificuldade. Já passava das 10h30 e ela ainda estava no Terminal Central.
O piso superior do Terminal Central não foi obstruído pelos manifestantes, o que facilitou a retomada do movimento normal.
Segundo a Secretária Municipal de Educação, apenas três, das 120 escolas municipais, CMEIS e CEIS pararam nesta sexta-feira. As escolas estaduais tiveram a presença de poucos alunos e como alguns professores aderiram a greve, a quantidade de aulas ficou reduzida, como destaca o presidente da APP Sindicato, Márcio André Ribeiro.
Servidores e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) também aderiram ao movimento. Aulas ficaram comprometidas e, segundo o presidente da Assuel, Arnaldo Mello funcionaram apenas os serviços essenciais.
Na área da saúde, a UBS do Jardim Santiago, zona oeste, registrou a falta de oito auxiliares de enfermagem e teve que suspender a coleta de sangue. Os manifestantes, que passaram a manhã em frente ao Terminal Central fizeram uma carreata e terminaram o ato no calçadão.