Governador diz que, com Lei Geral das Universidades, “assessor de reitor” não vai mais ganhar R$ 25 mil de salário
Ratinho Junior rebateu críticas por parte das reitorias, que afirmam que a nova lei, aprovada esta semana pela Assembleia Legislativa, vai acabar com a autonomia financeira das instituições.
O governador Ratinho Junior rebateu, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (16), as críticas proferidas por parte das reitorias das principais universidades estaduais do Paraná contra o projeto, aprovado esta semana em regime de urgência pela Assembleia Legislativa, que cria a chamada Lei Geral das Universidades no estado. A proposta estabelece normas para o financiamento das atividades realizadas pelas instituições, e limita, por exemplo, o orçamento para o pagamento de salários, contratação de funcionários e realização de projetos e pesquisas.
Entre as mudanças está o limite de 70% dos professores que podem receber a gratificação por regime de trabalho de tempo integral e dedicação exclusiva, o chamado Tide. Segundo o governo, o objetivo da proposta é criar uma padronização mínima obrigatória de gestão de pessoal, custeio e investimento entre todas as universidades.
As reitorias da UEL, em Londrina, e da UEM, em Maringá, se manifestaram dizendo que a nova lei vai acabar com a autonomia financeira das instituições. À CBN nesta semana, o vice-reitor da UEL, Décio Sabatini, afirmou que as mudanças vão prejudicar diretamente os órgãos suplementares da universidade, e que atividades importantes, como as da Clínica Odontológica e do Festival de Música de Londrina, por exemplo, serão seriamente impactadas.
Ratinho Junior, por sua vez, negou a perda de autonomia por parte das instituições. Ele afirmou que a lei vai acabar com uma série de discrepâncias e, sem citar nomes, disse que “assessor de reitor” não vai mais ganhar R$ 25 mil por mês de salário no estado.