QUINTA, 14/09/2017, 10:25

Gaeco cumpriu medidas cautelares contra dois advogados e dois empresários de Londrina

A operação faz parte de uma nova etapa da Operação Publicano

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no desdobramento da 4ª fase da Operação Publicano em Londrina. Os mandados foram expedidos pelo juiz da 3ª Vara Criminal Juliano Nanuncio e foram cumpridos em sete locais, sendo dois em escritórios de advocacia, quatro em residências e um em empresa de comércio de peças.

Segundo informações da assessoria de imprensa do Ministério Público, o Gaeco cumpriu também medidas cautelares contra quatro pessoas (dois advogados e dois empresários), que terão que usar tornozeleira eletrônica como medida alternativa à prisão.

Os nomes dos réus não foram revelados porque o processo está sob sigilo.

110 pessoas já foram denunciadas na Operação Publicano 4, que foi deflagrada no final de 2015. Entre elas, uma mulher que seria “laranja” em uma empresa de autopeças envolvida no esquema. Segundo o MP, no decorrer da investigação, um oficial de Justiça foi procurar a mulher para que ela fosse citada da denúncia, mas recebeu uma falsa procuração, escrita por um advogado que faz parte do esquema criminoso, em nome dela dizendo que estava ciente da ação penal.

Mas, depois, quando foi marcado o interrogatório, outro advogado (também integrante do esquema) pediu a dispensa da mulher do ato. O Ministério Público suspeitou da situação e concluiu que a mulher, na verdade, é uma moradora do Rio Grande do Sul e não tinha nenhuma empresa em seu nome. Também não tinha conhecimento sobre a empresa, e muito menos sabia que havia sido denunciada pelo Gaeco.

Após terem conhecimento que o MP havia descoberto a ação, os dois advogados começaram a ameaçar a mulher, para que ela prestasse declarações falsas em juízo com o objetivo de atrapalhar as investigações.

Ainda de acordo com o Ministério Público, os envolvidos devem responder aos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, fraude processual, uso de selo e sinal público falso, embaraço à investigação que envolve organização criminosa, corrupção de testemunha e uso de documento falso.

A Operação Publicano investiga um esquema de corrupção na Receita Estadual de Londrina.

Por Claudia Lima

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