Explosão no uso de patinetes elétricos acende alerta e prefeitura reforça fiscalização em Arapongas
Após acidentes graves e uma morte recente, autoridades cobram cumprimento da lei municipal que exige capacete e idade mínima de 16 anos para os condutores
O aumento expressivo na circulação de patinetes elétricos pelas ruas de Arapongas acendeu um sinal de alerta para as autoridades locais. De acordo com a Polícia Militar, o município já registrou sete acidentes envolvendo colisões ou quedas com esses veículos apenas em 2026, contrastando com o ano anterior, que não teve nenhuma ocorrência do tipo. Diante desse cenário, a prefeitura anunciou que vai intensificar a fiscalização nas ruas a partir desta segunda-feira (6). Sendo assim, Arapongas se destaca como uma das primeiras cidades da região a criar uma lei específica para regulamentar o uso desse meio de transporte.
Segundo o secretário municipal de Segurança e Trânsito, Paulo Argati, a Lei Municipal nº 5.480, aprovada em fevereiro de 2026, foi criada justamente para organizar o uso desses equipamentos individuais, que incluem as miniscooters e patinetes.
O secretário reforça que as duas regras principais e obrigatórias da legislação são ter idade igual ou superior a 16 anos e usar capacete. Argati destacou que a Guarda Municipal realiza ações educativas de orientação e conscientização desde o início do ano, mas que agora o foco será cobrar a responsabilidade dos condutores para evitar novas tragédias.
A urgência por maior segurança ficou evidente após o trágico acidente que tirou a vida de Nicolle Moraes, de apenas 18 anos. A jovem se acidentou no dia 22 de junho e faleceu na última terça-feira (30), após passar dias internada no Hospital Norte Paranaense. A gravidade da situação se confirmou ainda na manhã de quinta-feira (2), quando outra mulher, que conduzia um patinete, colidiu com um caminhão em uma rotatória na Avenida Taperaçu-Cinza e precisou ser socorrida às pressas pelo Samu.