Experiência sensorial revela aromas e sabores do café na Fazendinha da ExpoLondrina
Espaço criado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural desafia visitante a adivinhar os segredos por trás do café produzido no norte do estado, que já se tornou referência nacional em razão da qualidade dos grãos
O circuito nada usual aguça a curiosidade do visitante. É um espaço interativo montado ao lado dos pés de café na Fazendinha da ExpoLondrina 2026. A ideia do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) é fazer um desafio àquele que acha que sabe tudo sobre uma das bebidas mais consumidas do país. A experiência sensorial vai além do gosto forte e amargo. Revela que, por trás do cafezinho, há aromas e sabores diferenciados, que podem ser atingidos quando a produção e a torra são de qualidade. Quem explica é o pesquisador do IDR, Denilson Fantin.
Por meio da experiência, o visitante vai sentir aromas que podem remeter ao café de qualidade e ser desafiado a adivinhar a origem desses cheiros. São itens e alimentos diversos, como o mel, a canela, frutas como o limão e a maçã e até flores como a lavanda. O espaço também exibe parte desses alimentos e uma roda dos sabores a serem alcançados.
A ideia da experiência, segundo o pesquisador, é mostrar que o estado possui café de qualidade, reconhecido nacionalmente, e que cada produção tem as próprias particularidades. Na região de Mandaguari, por exemplo, os grãos têm uma característica mais frutada, com notas que lembram a cana-de-açúcar. Há também produções no Norte Pioneiro que, por meio da torra, atingem aromas marcantes com notas de chocolate e caramelo. De acordo com o pesquisador do IDR, o norte-paranaense, outrora conhecido como o maior fornecedor de café do mundo, hoje se destaca não pela quantidade, mas pela qualidade do que é produzido.