SEGUNDA, 09/03/2026, 07:25

Emplacamento em Londrina cresce 26% no primeiro bimestre de 2026

Transferência de veículos de outros estados salta de 1708 no primeiro bimestre de 2025 para 2169 no mesmo período deste ano

Os primeiros dois meses de 2026 registraram um aumento significativo em relação ao emplacamento de veículos em Londrina. No ano passado, houve 1572 primeiros emplacamentos na cidade, ou seja, o registro inicial de um veículo zero-quilômetro em janeiro e fevereiro. Já nos primeiros dois meses deste ano, esse número saltou para 2971, um aumento de 26%.

Com a redução da alíquota de 1,9% do valor venal de automóveis, motocicletas e caminhonetes, o paranaense obteve uma diminuição no valor do IPVA, que este ano custou 45% a menos em relação ao ano passado. De acordo com o presidente do Detran-PR, Santin Roveda, toda essa movimentação é positiva para quem pretende comprar ou vender.

Em relação à transferência de veículos emplacados em outros estados, também houve aumento nesse primeiro bimestre de 2026. No ano passado, 1708 proprietários fizeram a transferência. Neste ano, esse número saltou para 2169, um aumento de 27%.

Apesar de parecer burocrático, o processo de emplacamento e transferência segue uma sequência relativamente simples. O primeiro emplacamento é obrigatório para veículos novos, que ainda não possuem placa e precisam ser registrados no sistema nacional de trânsito.

Depois da compra do veículo na concessionária, o comprador recebe a nota fiscal de aquisição. Esse documento é essencial para iniciar o processo de registro. Com a nota fiscal, o proprietário deve solicitar o registro do veículo no Detran. Em muitos casos, a própria concessionária realiza essa etapa. Será necessário pagar as taxas de registro, emplacamento e emissão do documento do veículo.

Após o registro, o sistema gera o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), documento que comprova que o veículo está regularizado. Por fim, o proprietário deve procurar uma empresa credenciada para confeccionar e instalar a placa padrão Mercosul no veículo.

Quando um veículo usado é vendido, a propriedade precisa ser transferida para o novo dono. O comprador e o vendedor devem preencher e assinar o Certificado de Registro do Veículo (CRV). A assinatura deve ser reconhecida em cartório. Na sequência, o vendedor deve informar a venda ao Detran para evitar responsabilidades por multas ou infrações cometidas pelo novo proprietário.

O carro precisa passar por vistoria em uma empresa credenciada, que verifica itens de identificação e segurança. Antes da transferência, o novo proprietário deve quitar eventuais multas, IPVA atrasado e pagar a taxa de transferência. Com todos os documentos e comprovantes, o comprador solicita a transferência no Detran. O órgão atualiza o registro e emite um novo CRLV com os dados do novo proprietário.

A legislação estabelece que a transferência de propriedade deve ser realizada em até 30 dias após a compra do veículo. Caso o prazo não seja cumprido, o novo proprietário pode receber multa e pontos na carteira.

Por Paulo Andrade

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