Diretor-geral do DER diz que, apesar de atraso no início das obras, duplicação da 445 deve ser entregue dentro do prazo
Trecho entre Lerroville e Maua da Serra, que teve a ordem de serviço assinada na semana passada, prevê investimento de quase R$ 150 milhões e deve ser finalizado em 18 meses.
Um prazo de um ano e meio, que, apesar de uma primeira dificuldade, com a descoberta de um sítio arqueológico na região no início dos trabalhos, deve ser cumprido. A duplicação da PR-445, no trecho entre Lerroville e Mauá da Serra, deveria ter começado no inicio do ano, mas acabou sendo liberada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, só em meados de maio.
O parecer técnico do órgão identificou ao longo do trecho que será duplicado, vários vestígios arqueológicos, mas poucos deles estão próximos à rodovia. Com isso, o Iphan liberou a continuidade da obra em 9 dos 27 quilômetros e na semana passada, o Governo do Estado assinou a ordem de serviço.
O diretor-geral do DER, Alexandre Fernandes, diz que mesmo com a descoberta do sítio arqueológico, a duplicação deve ser finalizada dentro do prazo previsto. Ele diz que o canteiro da obra já está sendo montado e os equipamentos devem começar a chegar nos próximos dias.
Os 27 quilômetros de duplicação da 445 entre Lerroville e Mauá da Serra vão custar R$ 148 milhões. Depois que a obra ficar pronta, a rodovia deve ganhar uma praça de pedágio entre Tamarana e o entroncamento com a 376. Segundo o diretor-geral do DER, a expectativa é de que tarifa fique dentro dos valores definidos nos novos contratos, apesar da pandemia, do conflito na Europa e da inflação em alta no país.
Alexandre Fernandes diz ainda que o Governo trabalha agora na finalização do projeto-executivo do último trecho da 445 a ser duplicado, os 25 quilômetros entre Irerê e Lerroville, e não descartou as duas obras sendo executadas simultaneamente.
Os trechos autorizados pelo Iphan para o início das obras ficam entre Lerroville e Tamarana e já nas proximidades do entroncamento com a BR-376. Como eles ficam nos extremos do projeto, a construtora avalia a possibilidade de ter duas equipes trabalhando nos dois locais ao mesmo tempo.