Crianças são as maiores vítimas de surto respiratório, e internações disparam em Londrina
Em apenas uma semana, 42 menores de 12 anos foram hospitalizados; com 18 mortes confirmadas na cidade, procura por vacina da gripe entre crianças não chega nem a 30%
O mais recente boletim informativo divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde revela um cenário alarmante: a cidade já contabiliza 18 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave. Desse total, duas mortes foram causadas por influenza, duas pelo vírus sincicial respiratório e outras 14 seguem em investigação sem a confirmação de um vírus específico.
A gravidade da situação se reflete diretamente nos hospitais. Em apenas uma semana, entre os dias 24 e 30 de maio, foram registradas 71 internações hospitalares causadas por complicações respiratórias, sendo que a maioria absoluta das vítimas são crianças de até 12 anos, que somaram 42 casos, além de 29 adultos.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde do município, Fernanda Fabrin, essa forte circulação de vírus tem provocado uma sobrecarga nos serviços médicos e exige muita atenção, pois os quadros gripais podem evoluir rapidamente para condições graves, demandando internamentos e até mesmo leitos de UTI, especialmente entre os mais novos, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Vale lembrar que a meta do município é vacinar pelo menos 90% do público-alvo contra a gripe, mas a cobertura geral entre os três principais grupos prioritários está em apenas 48,85%. O índice é puxado para baixo principalmente pelas crianças, com apenas 28,80% de vacinadas, e pelos idosos, que somam 52,74%. O único ponto positivo fica com as gestantes, que atingiram praticamente 100% de cobertura.
Fernanda Fabrin reforça que as doses da vacina contra a Influenza continuam disponíveis em todos os postos de saúde da rede municipal e que a proteção é a melhor arma para conter os internamentos. Além da vacina, a recomendação é retomar os cuidados preventivos básicos para barrar o contágio no dia a dia: higienizar as mãos com frequência, evitar locais com aglomerações fechadas e usar máscaras de proteção caso apresente qualquer sintoma de resfriado, evitando o contato com pessoas mais vulneráveis.
O relatório atual não conseguiu computar o número exato de consultas feitas nos postos de saúde de Londrina por conta de uma instabilidade temporária no sistema de dados da prefeitura.