Com novas nomeações, Londrina terá seis secretários aptos a receber acúmulo salarial
Medida aprovada pela Câmara de Vereadores no ano passado permite que servidores recebam o salário integral da função de origem mais parte dos honorários como secretário municipal
Com as novas trocas no secretariado do prefeito Tiago Amaral, Londrina agora chega a seis servidores que se encaixam no projeto popularmente chamado de “supersalários”.
Sancionada em junho do ano passado, a lei permite que servidores concursados, sejam eles municipais, estaduais ou federais, e que ocupam cargos comissionados em Londrina optem entre receber o salário integral do cargo comissionado ou manter a remuneração do cargo efetivo com um adicional que pode chegar a até 90% do salário do cargo comissionado.
Três secretários já estavam adequados a esse formato: Vivian Feijó, secretária de Saúde; Sérgio Costa, secretário de Gestão Pública; e Leonardo Bueno Carneiro, que já passou por algumas pastas e atualmente é secretário de Governo.
Carneiro, por exemplo, recebe um salário bruto de R$ 31,3 mil no Estado, com rendimento líquido de R$ 20,4 mil. Na Prefeitura, recebe uma gratificação de R$ 15,3 mil, correspondente a 70% do subsídio de secretário municipal. Após a aplicação de um redutor constitucional de R$ 4,8 mil, o valor pago pelo município cai para R$ 9,9 mil, sendo R$ 8,6 mil líquidos.
Outro nome que integra o secretariado de Tiago Amaral desde o início da gestão e também está apto a se encaixar nesse formato é Marcos Rambalducci, secretário de Planejamento. Ele é servidor federal e, diferentemente dos colegas citados anteriormente, optou por manter a remuneração de origem, como professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Recentemente, Amaral trocou o secretário de Defesa Social, Leonardo Carneiro, pelo então ex-comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Ricardo Eguedis. A expectativa era de que o tenente-coronel entrasse para a reserva antes de assumir o comando da Guarda Municipal e da Defesa Civil. No entanto, a nomeação foi oficializada no Jornal Oficial do Município nesta segunda-feira (25), enquanto a posse ocorre nesta terça-feira (26).
No caso do investigador da Polícia Civil do Paraná (PCPR), Kenedy de Brito, a situação será semelhante. Ele chegou a ser nomeado diretor do Procon-LD, mas, devido a atraso na documentação, a nomeação foi revogada. A expectativa é de que, ainda nesta semana, ele volte a ser nomeado para a pasta e assuma de forma efetiva o comando do Núcleo de Proteção e Defesa do Consumidor.
Como é cedido pela PCPR, Kenedy também fica apto a receber o salário integral como investigador, além de uma porcentagem da remuneração como secretário municipal.
Nesse modelo, os cofres municipais pagariam apenas uma parcela do salário para contar com o secretário de forma exclusiva. O “prejuízo” ficaria para os cofres do Estado, que continuam arcando com os salários sem ter os servidores à disposição.