Cohab diz que vai demolir residencial Flores do Campo após retirada de famílias
Companhia pretende construir 1.200 moradias para realocar moradores que vivem na ocupação há dez anos. Pendência judicial ainda trava o projeto
O imbróglio envolvendo o residencial Flores do Campos, na zona norte, continua firme e forte, mesmo após o anúncio da prefeitura, em dezembro do ano passado, para a realocação das famílias que seguem vivendo nas habitações inacabadas. A ocupação completa uma década esse ano ainda sendo moradia de cerca de cinco mil pessoas. A solução para o problema passa pela construção de 1.200 moradias, nos chamados vazios urbanos da cidade, por meio de um acordo já encaminhado pelo município junto ao Ministério das Cidades e à Caixa Econômica Federal. O presidente da Cohab, Luciano Godoi, não quis estipular prazo para o início das obras. Sem revelar detalhes, ele afirmou apenas que “terceiros” estariam travando o investimento na Justiça.
Questionado sobre quem seriam esses “terceiros”, Godoi citou associações e até moradores da ocupação que estariam buscando outras formas para a obtenção das habitações.
O presidente da Cohab também adiantou que, após a retirada das famílias, todas as moradias inacabadas do residencial serão demolidas. Só depois disso o poder público vai analisar o que fazer com a área de 46 hectares.
O prefeito Tiago Amaral espera que essa pendência judicial seja resolvida o quanto antes.